Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 09/03/2019 00:00


A dor de cabeça de quem já foi parlamentar
Quem já foi deputado ou senador e terminou citado em pedidos de delações de figuras enroscadas na Lava-Jato não terá sossego a partir da semana que vem, quando o país volta a funcionar a pleno vapor e, com ele, a Lava-Jato. É que há uma avalanche de investigações abertas na Procuradoria-Geral da República que agora estão a caminho de Curitiba, sem escalas nem no Supremo Tribunal Federal nem no Superior Tribunal de Justiça (STJ). É o chamado ;Declínio de atribuição; da PGR.

No início do mês passado, a procuradora-geral, Raquel Dodge, mandou para a força-tarefa várias declarações de presos da Lava-Jato que não tiveram sucesso em suas delações. Mariano Marcondes Ferraz, ex-executivo da Trafigura, uma gigante do petróleo, foi condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa pelo juiz Sérgio Moro no ano passado. A empresa foi inocentada e seguiu seu caminho.

Mariano, depois da condenação, citou o ex-senador Eunício Oliveira, a quem teria sugerido indicar nomes para a Petrobras, e os ex-deputados Índio da Costa e Júlio Lopes, ambos do Rio. Porém, alguns procuradores dizem, em conversas reservadas, que Mariano não apresentou provas robustas de pagamento de propina. Índio da Costa, por exemplo, nem deputado era. Ele disse à coluna que era advogado, trabalhando para a Trafigura, no acompanhamento da CPMI da Petrobras e que jamais negou que tenha trabalhado como advogado para a empresa.

Mariano Ferraz ainda não conseguiu a delação premiada. Porém, a dor de cabeça dos ex-parlamentares não vai passar tão cedo. Muitos correm agora atrás da força-tarefa para procurar conhecer o que há por lá, na esperança de tentar evitar as constrangedoras ;visitas; da Polícia Federal no futuro.

Ainda bem
A declaração do presidente Jair Bolsonaro, de que pretende ir à China ainda este ano, foi considerada alvissareira pela equipe econômica. Em termos de mercado, é estratégico manter boas relações com quem planeja investimentos no Brasil.

O dono da ordem dos fatores
A intenção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de analisar a reforma previdenciária dos militares depois da emenda constitucional sobre a previdência da população civil, não é consenso nos partidos. Porém, Maia terá tudo para ditar o ritmo da tramitação do projeto das Forças Armadas


Santa de Casa.../ As declarações da deputada estadual paulista Janaína Pascoal (foto), do PSL, pedindo o afastamento do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, criaram um mal-estar no partido. Está claro que, ali, no PSL de Jair Bolsonaro, ninguém será solidário com qualquer um enroscado em problemas.

; não faz milagre/ O receio de alguns é de que as cobranças por afastamento acabem chamuscando outros nomes do partido em explicar seus recursos de campanha ou outros temas, como o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro nos tempos de Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Esqueceu dela/ Ao citar que seu governo tem apenas duas ministras, Teresa Cristina (Agricultura) e Damares Alves (Direitos Humanos), o presidente se esqueceu de citar o braço feminino no Parlamento, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP). Afinal, do jeito que ela é ;despachada;, comentam alguns colegas dela no Parlamento, vale por muitos homens da bancada governista.

E o Dia Internacional da Mulher rendeu/ Além da solenidade no Planalto, com presença e discurso da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a assessoria do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, distribuiu flores a todas as mulheres que trabalham no Planalto, inclusive jornalistas que fazem a cobertura diária por ali.

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