Bolsa sofre, mas sobe com Guedes

Bolsa sofre, mas sobe com Guedes

postado em 09/03/2019 00:00

Os sinais de desaceleração da economia global, com dados ruins sobre Estados Unidos e China, pautaram a maior parte da sessão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O Ibovespa, principal índice do pregão, abriu em baixa, chegando a apresentar queda de 1,1%. No meio da tarde, no entanto, declarações otimistas do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma da Previdência, mudaram o humor dos investidores, levando o indicador a terminar o dia em alta de 1,09%, aos 95.365 pontos.

Guedes afirmou que o governo já possui 260 votos favoráveis à reforma, na Câmara dos Deputados, restando apenas 48 a serem conquistados para atingir o quórum exigido para a aprovação da proposta de emenda à Constituição que muda o sistema previdenciário. As declarações do ministro fizeram com que os ativos das instituições financeiras avançassem no fim do pregão, com destaque para os papéis de ItaúUnibanco (+1,19%), Banco do Brasil ( 0,42%) e Bradesco ( 1,39%).

Na visão de Renan Silva, economista da BlueMetrix Ativos, o fator Previdência fez com que a bolsa brasileira destoasse do mercado internacional. ;A bolsa descolou do cenário externo justamente pelas falas de Guedes, passando uma visão de otimismo sobre aprovação da reforma;, explicou. ;O ministro tenta sinalizar a importância da reforma. Isso se desvincula da polêmica sobre os tuítes de Bolsonaro do início da semana. Se não fosse Guedes, a Previdência teria sido jogada para escanteio;, avaliou Breno Bonani, da Valor Gestora. (GP)


  • Dólar tem queda de 0,46%

    Após quatro altas consecutivas, o dólar fechou em baixa de 0,46%, ontem, a R$ 3,869 para a venda. A divisa, porém, acumulou alta de 2,35% na semana, que foi mais curta por causa do feriado de carnaval ; foi a maior valorização desde a terceira semana de agosto do ano passado ( 4,89%). O enfraquecimento quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, após a divulgação da fraca criação de vagas no mercado de trabalho dos Estados Unidos em fevereiro, e declarações de Bolsonaro sobre a reforma da Previdência, contribuíram para o desmonte de posições mais defensivas no mercado de câmbio, sobretudo de investidores estrangeiros, que já começaram ontem a reduzir apostas compradas em dólar, que ganham com a alta da divisa.

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