Criança sofre estupro

Criança sofre estupro

Caroline Cintra Especial para o Correio
postado em 09/03/2019 00:00
 (foto: Jéssica Andrade/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Jéssica Andrade/Esp. CB/D.A Press)
Policiais civis prenderam um homem e uma mulher acusados de estuprar e explorar sexualmente uma adolescente de 12 anos, no Paranoá. A suspeita teria submetido a criança a manter relações sexuais com o autor do crime em troca de R$ 30.

A delegada Jane Klebia, chefe da 6; DP, disse que, na tarde de quarta-feira, a suspeita ameaçou a garota com uma faca e, quando caminhavam pela rua, a mulher pediu carona a um desconhecido e levou a vítima junto. O motorista parou o veículo e desceu com a mulher, deixando a menina trancada no carro. A dupla teria acordado de o rapaz ter relação sexual com a vítima.

O autor voltou ao carro e seguiu com a garota. A mulher, por sua vez, foi para casa. ;Ele estuprou e machucou a menina. Ela tem 12 anos, mas tem aparência física de uma criança de 9;, comentou a delegada. Quando a criança voltava para casa, a pé, encontrou a mãe. Ela estranhou que a filha com a mesma roupa da manhã e percebeu que a menina estava assustada e com sangue na calcinha. A garota contou o que havia acontecido e apontou os autores.

A mãe foi à 6;DP e denunciou a dupla, presa na manhã de quinta-feira. O homem responderá por estupro de vulnerável e a mulher, por exploração sexual de vulnerável.

Socos na piscina

A Polícia Civil apura as agressões sofridas por uma mulher na piscina de um condomínio de Águas Claras, na noite de quinta-feira. A violência foi filmada por uma vizinha. As imagens mostram o homem na piscina, com uma caixa de isopor. A vítima passa andando com uma amiga. Uma das mulheres discute com o homem e pula na piscina. Ele dá uma cotovelada no rosto dela. A outra mulher entra na piscina e tenta separar a amiga. O homem desfere outro golpe com o cotovelo. A mulher agredida continua falando e o homem dá mais duas cotoveladas. Poucos segundos depois, o homem dá três socos na mulher. A vizinha para de filmar e aciona a Polícia Militar.

Uma equipe da PM foi ao apartamento onde estavam a vítima e os agressores, mas a mulher se recusou a fazer uma ocorrência. Por meio de nota, a administração do Condomínio Residencial Atol das Rocas disse que repudia atos de violência. Os envolvidos eram convidados de um morador.

Palavra do especialista

Maria Lúcia Pinto Leal

A política de proteção das mulheres vítimas de violência mais importante é a prevenção. Empoderá-las e protegê-las é muito importante para que elas possam denunciar e poder construir seu bem-estar, sem ficar sob ameaça. Punir o agressor é uma estratégia imediata e deve ser levada com seriedade. Muitas vezes eles encontram aberturas para levar a mulher a óbito.

O ideal seria, primeiro, construir um sistema de proteção para a mulher que sofreu violência consiga reconstruir a própria vida. Por isso, são necessários políticas de prevenção. O uso da tornozeleira eletrônica pelos condenados são importantes, mas não conseguem resolver o problema sozinho.

Precisamos fazer com que as mulheres consigam independência financeira e uma nova forma de viver que não dependa do companheiro. Por isso, é preciso que a Saúde e a Justiça tenham uma ação integrada e rápida para tirar o agressor da rua, de forma que ele cumpra a sentença, e as políticas públicas devem agir juntas para integrar novamente essa mulher à sociedade. Esse fator ressalta ainda mais a importância da Casa da Mulher Brasileira. A ideia de expandi-la para outras cidades é uma estratégia muito importante, porque prega a descentralização do serviço.

De imediato, o ideal é criar políticas integradas, rápidas e especializadas que orientem as mulheres. Essas campanhas devem se articular e, se forem foco do governo, podem se tornar muito efetivas. Elas devem ajudar a mulher a reconstruir uma nova vida e a Justiça deve manter a vítima livre do agressor. Porém, todas ações devem acontecer de forma integrada por parte dos órgãos, caso contrário, a impunidade toma conta.

Maria Lúcia Pinto Leal, professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB)


Para elevar a autoestima

Para ajudar a resgatar a autoestima em um momento delicado como o do tratamento contra um câncer, a médica oncologista Ludmila Thommen, em parceria com a equipe paulista do programa De Bem Com Você, promoveu ontem uma oficina de automaquiagem para pacientes em tratamento oncológico, no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A atividade fez parte das comemorações do Dia Internacional Da Mulher. As pacientes receberam as oficinas de uma maquiadora profissional, além de dicas para os cuidados com a imagem e um kit com produtos de beleza.


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