Nova York, a comercial

Nova York, a comercial

postado em 10/03/2019 00:00
 (foto: John John/Divulgação)
(foto: John John/Divulgação)
A semana de moda americana tem cunho comercial: o objetivo é dar destaque para marcas que estão em busca de um lugar no mercado. Para a próxima estação fria, os americanos apostaram, aparentemente, apenas nisso ; deixaram de lado a oportunidade de se posicionarem, política ou socialmente, em meio a tantos acontecimentos recentes. Para a maioria, Nova York foi morna, sem muitas novidades. Exceto pela estreia das brasileiras John John e Rosa Chá no line-up de desfiles. As duas marcas, em atual expansão internacional, apresentaram coleções com pegada jovem e esportiva ; tendência que não vai sair de moda tão cedo.


Com o jeans como carro-chefe, a John John apresentou propostas que revisitaram o caráter jovial da marca. O tie-dye é uma delas


Já em clima futurístico, a Rosa Chá sugeriu o sportswear chique no branco total: monocromia que virou regra para a próxima estação

Londres, a experimental
Pelo olhar geopolítico, a Inglaterra tem passado por momentos inglórios. Em meio à efervescência das decisões governamentais sobre o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), a moda inglesa resolveu ir para o lado oposto. Afinal, às vezes, é melhor sonhar do que viver em inquietação. Os estilistas Richard Queen e Mary Katrantzou soltaram o lápis da imaginação e propuseram coleções escapistas e fantasiosas. Pouco apelo comercial, mas muita consolidação de identidade de marca.


Richard Queen retratou sua paixão por flores e jardins em vestidos românticos e esculturais. Um pouco distante da realidade, criou um clima bucólico para toda a coleção e levou o público a sonhar ; mesmo que por alguns instantes


Mary Katrantzou teve os quatro elementos ; água, fogo, ar e terra ; como base para criar a coleção. O decorativismo escolhido pela estilista ficou por conta das incontáveis plumas. Assim como Queen, peças irreais, mas sonhadoras

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