Amor pela educação

Amor pela educação

postado em 11/05/2019 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)


Desde o momento em que Paula Coelho, 36 anos, se tornou mãe, a vida dela ganhou novos rumos e passou por uma espécie de renovação. O gosto da empresária pelo ensino aflorava desde a época em que cursou pedagogia na faculdade. Mas o amor aumentou a partir do momento em que a vontade de ficar com o filho, Luís Guilherme Coelho, 9, se misturou ao desejo de empreender.

Ao perceber que as atividades extraclasse de Luís Guilherme eram sempre em locais diferentes, Paula teve a ideia de investir em um espaço onde ele e outras crianças pudessem receber acompanhamento educacional, principalmente para aprenderem a estudar. Pensando nisso, ela decidiu tirar o foco do direito, última área em que atuou, para inaugurar um espaço de atividades extraclasse e se dedicar exclusivamente à empreitada.

A psicopedagoga e outras duas pessoas se dividem entre os trabalhos na empresa, que oferece acompanhamento escolar e psicopedagógico. ;Há crianças que passam duas horas lá. Outras, o turno inteiro. Tentamos juntar o máximo de serviços em um só local. O serviço de coaching educacional, por exemplo, ensina técnicas de estudo. São habilidades que não aprendem na escola, mas que os estudantes precisam ter;, explica Paula.

O sonho de uma vida havia ficado para trás com as demandas do trabalho. Mas, com o tempo, a rotina e a relação com o filho favoreceram para que este ano fosse o momento ideal de iniciar um negócio. ;Tem pouco mais de um mês que abrimos o espaço, e já estamos de olho em outros locais. Pedagogia sempre foi minha paixão. Amo aprendizagem, crianças e o tanto que nosso trabalho faz com que elas se desenvolvam;, confessa a maranhense.

Desafios

Chegar até aqui não foi fácil, no entanto. Luís Guilherme nasceu enquanto Paula cursava direito. Com quase toda a família em Roraima, ela precisou trancar a faculdade por um tempo para cuidar do bebê. Mas, à medida que o filho crescia, a mãe conseguiu continuar os estudos, acompanhada do neném até em sala de aula. ;Sempre prezei muito por cumprir meu papel. Até tive pessoas próximas que se ofereceram para ajudar, mas eu o levava comigo, porque era minha forma de me sentir segura e tranquila;, recorda-se.

Ainda segundo ela, a chave para mães no mesmo barco, que pensam em empreender ou que são empresárias e pensam em ter filhos, é a programação. ;Na fase em que são bebês, eles realmente vão precisar muito de você. Mas, com força, garra, determinação e clareza, é possível, sim, juntar as duas coisas e se sentir realizada como mãe e profissional. Temos de compartilhar nossos sonhos e objetivos com nossa família. Assim, eles sabem como podem colaborar;, destaca Paula.

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