Passatempo que virou profissão

Passatempo que virou profissão

postado em 11/05/2019 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)


Paula Viana, 46 anos, abriu mão de um emprego de quase duas décadas como executiva em uma multinacional para se dedicar a algo que, até pouco tempo, era um passatempo. Mãe de Valentina, 7, e de Henrique, 4, a empresária atuava na área de tecnologia da informação antes de investir em um negócio próprio. Os trabalhos de criação de identidade visual, customização de itens de papelaria e elaboração de convites para eventos se transformaram em um nicho no qual ela decidiu investir há cerca de três anos.

A veia artística é de família. A mãe dela pinta e o tio é artista plástico. Ainda assim, a criação da empresa não foi programada. O volume das demandas aumentou e ela passou a gerenciar a empresa de madrugada, nos fins de semana, feriados e período de férias. O esforço levou ao patamar de estabilidade que o empreendimento alcançou e, com isso, Paula conseguiu mais flexibilidade para se dedicar exclusivamente ao emprego ou aos filhos. ;É uma jornada pesada, mas gratificante. Empreendedor não trabalha menos de 10 horas por dia, mas o horário que tiro para estar com meus filhos, estou com eles;, destaca Paula.

Mundo encantado

A dedicação à profissão, à família e à vida pessoal requereu esforço. Paula reconhece que a filha mais velha, Valentina, sentiu um pouco a ausência da mãe, que ainda se dividia entre o emprego na multinacional e os trabalhos na empresa que surgia. O mais novo, entretanto, nasceu quando a mãe já trabalhava em casa. ;Eles entendem que, quando trabalho, não podem atrapalhar, e sabem que, na hora em que estou com eles, é a hora deles. Os dois me veem fazendo convites, criando artes e, para eles, é um mundo encantado. Quando chega o aniversário deles, dizem: ;É a minha vez;;, relata.

A experiência de um MBA na área de gestão contribuiu com os planos da brasiliense, que, apesar dos sacrifícios dos dois últimos anos, levou o negócio adiante. Hoje, ela celebra o fato de poder tirar folgas e viajar com os filhos. ;A primeira coisa necessária é ter planejamento e organização. Costumo dizer às pessoas que não fiquem fazendo algo que não queiram. Às vezes, vale a pena voltar um pouco no sentido de salário ou de posição na empresa para fazer o que gosta e, lá na frente, colher os frutos;, recomenda Paula.

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