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postado em 18/05/2019 00:00
Arapuca
Todos que possuímos veículo automotivo sabemos e temos certeza das diversas espertezas que alguém ou alguma empresa ligada ao DER, vira e mexe, ;cria; artifícios para arrecadar dinheiro. Como os motoristas aprenderam respeitar e andar nas vias na velocidade da lei, e acabou a máquina das multas, agora, o DER vai começar outro caça-níquel. Alguém deverá pagar a campanha eleitoral de alguém. Vai multar quem exceder a média de velocidade na via. Hora, se um veículo fura o pneu, apaga por falta de combustível, ou um assaltante tenta roubar o veículo haverá um retardo e, portanto, a velocidade média cairá ao extremo. Daí, seu veículo será multado e sua contribuição mensal ou anual para o GDF estará concretizada. Verdadeira arapuca que o Ministério Público deveria coibir, porque se trata de mero artifício arrecadatório e punitivo. Não haverá fins educativos. Haverá, sim, uma indústria de multas onde não se sabe quem manipulará milhões de multas sorrateiras.
; José Monte Aragão,
Sobradinho


Capitalização

Os parlamentares estão contra a capitalização. Não sei o porquê. É um sistema muito melhor. Desde que o empregador continue contribuindo obviamente. Para começar, dificulta os desvios habituais. O próprio trabalhador poderia conferir, mês a mês, o montante, os depósitos e os rendimentos. Acabaria com o problema da idade mínima. Poderia haver a opção de se aposentar mais tarde com um valor maior ou mais cedo com menos. São contra também, caso mude o regime, que os fundos sejam administrados pelos bancos privados. Não sei se por burrice ou má-fé mesmo. Desde quando um banco público administrou alguma coisa melhor que um banco privado? Provavelmente, estão de olho num cargo na diretoria do tal banco público para desviar dinheiro dos fundos de pensão como fizeram na Caixa, nos Correios etc.
; Lana Cristina Faria da Cunha,
Sudoeste


Sem norte

O governo de Jair Bolsonaro, por enquanto, está sem norte definido, mas comparado ao que seria com o PT no poder por mais oito anos, ele ainda é considerado a solução. O governo está no rumo certo quanto à reforma da Previdência, bem como na questão das medidas de segurança do ministro Sérgio Moro. O presidente Bolsonaro precisa fazer reformas drásticas e rápidas se quisermos chegar daqui a 15 ou 20 anos a um nível aceitável de crescimento e incremento na economia. Nos transformamos na oitava economia do mundo pela simples incorporação de mão de obra à economia. Foram pessoas oriundas do campo para a indústria e para o setor de serviços. Para implantar as reformas necessárias, o governo precisa ter um discurso mais lógico e coeso, e dialogar mais entre seus ministros e o Congresso. Não podemos nos deparar com um ministro falando algo e, posteriormente, o presidente contraditando ou vice-versa. O abrupto contingenciamento de verbas das instituições de ensino foi a cereja do bolo para tirar a esquerda da moleza e trazê-la para o estado de greve. Dessa forma, o governo deu motivo ao colocar uma questão conflituosa num momento em que precisa sejam aprovadas as medidas provisórias enviadas ao Legislativo. Portanto, não podia haver hora pior para falar em corte de gastos na educação. Demonstrou falta de habilidade e visibilidade política, sendo essas uma das fragilidades do governo.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Judiciário

Aproveitando o gancho sobre a possível indicação do ministro Sérgio Moro para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), volto a bater na mesma tecla: como se pode falar em três poderes da República independentes, se os ministros do Poder Judiciário são escolhidos ao bel prazer do chefe do Executivo, o Presidente da República? Os poderes independentes, de fato, são os poderes Executivo e Legislativo, pois são escolhidos pelo voto direto do povo brasileiro. No Poder Judiciário, somente são independentes os juízes de primeira instância, que devem suas nomeações tão somente aos seus próprios méritos, comprovados em acirradas disputas de concurso público; as suas promoções às instâncias superiores estarão sujeitas às indicações políticas, à mercê dos humores da facção que comandará o Poder Executivo na ocasião. A nossa Constituição já foi emendada tantas vezes, por motivos talvez até menos importantes, por que não emendá-la dando autonomia ao Poder Judiciário para escolher os seus ministros? Talvez, assim, estivéssemos livres de ler todo dia na mídia que tem ministro na Suprema Corte que não teve competência para passar em concurso público para juiz de primeira instância, mas que foi nomeado para o STF porque tinha as graças do chefe do Poder Executivo da ocasião.
; Paulo Molina Prates,
Asa Norte






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