Tubo de ensaio

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Fatos científicos da semana

postado em 18/05/2019 00:00
 (foto: AFP)
(foto: AFP)


; Segunda-feira, 13
Lua encolhe e gera tremores, revela sonda


Análise de imagens capturadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) constatou que Lua está encolhendo paulatinamente, gerando elevações e tremores. Um estudo de mais de 12 mil imagens revelou que a cratera lunar Mare Frigoris, uma das várias consideradas locais mortos do ponto de vista geológico, vem ganhando pequenas elevações. Ao contrário da Terra, lá não há placas tectônicas. Já a atividade sísmica ocorre à medida que perde calor lentamente desde que se formou, há 4,5 bilhões de anos. Isso faz com que sua superfície fique enrugada (foto), como uma uva que vira uma passa. Uma vez que o córtex lunar é frágil, essas forças geram rupturas na superfície à medida que o interior se contrai, dando lugar a essas elevações, por meio da sobreposição de camadas do solo. Por conta disso, observaram os especialistas, a Lua reduziu cerca de 50 metros nas últimas centenas de milhões de anos. A análise foi publicada na Nature Geoscience e examinou os tremores lunares superficiais registrados pelas missões Apolo, estabelecendo vínculos entre eles e elevações na superfície muito recentes.



; Terça-feira, 14
Hábitos saudáveis contra a demência


Manter uma rotina saudável reduz o risco de demência, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), que calcula que o número de pessoas com essa síndrome, causada em grande parte pela doença de Alzheimer, deve triplicar até 2050. A OMS orienta a população a fazer exercícios físicos, seguir uma dieta mediterrânea, não fumar, reduzir o consumo de álcool, monitorar diabetes e colesterol. ;As evidências científicas reunidas confirmam o que suspeitamos há algum tempo, que o que é bom para o coração também é bom para o cérebro;, observou, em comunicado, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da organização. Os especialistas estimam que, no conjunto da população, entre 5 e 8% das pessoas com 60 anos ou mais têm demência em algum momento. Problema de saúde pública em rápido crescimento, devido ao envelhecimento da população, a demência afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo.



; Quarta-feira, 15
Nocivo para a retina e para o sono


Um alerta da agência pública francesa responsável pela segurança sanitária indica que alguns tipos de luzes de LED, ricas em tom azul, e cujo uso se multiplicou nos últimos anos, têm efeito tóxico na retina e afetam o sono. Econômicas, de baixo consumo e com uma longa vida útil, as luzes de LED se expandiram consideravelmente nos últimos anos. Para obter uma luz branca, elas combinam um diodo azul com uma camada de fósforo amarelo. Quanto mais ;fria; é a luz, maior a proporção de azul. Não é a primeira vez que a Agência Nacional de Segurança Sanitária de Alimentos, Meio Ambiente e Trabalho (Anses) adverte sobre os riscos dessas luzes artificiais. Desde 2010, segundo a Anses, ;dados científicos confirmaram; que elas são prejudiciais aos olhos e que acarretam outros riscos. Além das lâmpadas domésticas, o LED é cada vez mais comum nos faróis de carros, lanternas, brinquedos, telas de celulares, tablets e computadores.




; Quinta-feira, 16
Alerta radioativo


O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, chamou a atenção para o risco de vazamento radioativo em um depósito de resíduos de testes nucleares dos Estados Unidos no arquipélago das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico. Em um discurso para estudantes de Fiji, Guterres disse que a estrutura ; uma cratera coberta com uma camada de concreto (foto) ; construída na Ilha de Runit, pertencente ao atol de Enewetak, é um ;caixão; herdado da Guerra Fria. ;O Pacífico foi uma vítima no passado, todos nós sabemos;, declarou Guterres. Entre 1946 e 1996, Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram centenas de testes nucleares em ilhas do Pacífico. Entre eles, o da bomba de hidrogênio Bravo, em 1954, a mais poderosa bomba H detonada pelos Estados Unidos, de uma potência mil vezes mais superior a de Hiroshima. Para Guterres, os habitantes da região precisam de ajuda para lidar com as consequências dos testes nucleares.




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