Muito além da política

Muito além da política

postado em 19/05/2019 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press - 30/4/18)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press - 30/4/18)
Descompasso no Tribunal

Já foi melhor o clima no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Tanto que o presidente do órgão, desembargador Romão Cícero (à esquerda), e o corregedor, desembargador Humberto Ulhôa (à direita), decidiram tratar somente de questões profissionais. Não há contatos além disso.



Distanciamento civilizado

O distanciamento é evidente e, embora não prejudique o funcionamento do tribunal, traz contratempos. No mais recente deles, Ulhôa solicitou a uma determinada vara especializada do TJDFT que enviasse todos os processos para a correição. Sem saber, Cícero pediu que esse mesmo acervo fosse digitalizado. Um não sabia do trabalho do outro.


Portas abertas

Quem transita pelo tribunal opta pela discrição. Ninguém quer melindrar os desembargadores. ;Cada qual, em sua área, atua da maneira mais elegante possível;, limita-se a dizer um juiz que acompanha, com cavalheirismo, a situação.




Os números do MEC

A dificuldade em repassar informações fez com que ministro da Educação, Abraham Weintraub, recebesse uma ;chamada; do Palácio do Planalto. Em pouco mais de um mês, errou pelo menos duas vezes ao detalhar, equivocadamente, itens destacados pela pasta. Confundiu 500 mil com 500 milhões (ao falar sobre o preço de avaliação encomendada pelo MEC) e citou erradamente o nome do escritor Franz Kafka, a quem chamou de kafta (o espetinho árabe). ;Detalhes;, responde ao ser questionado. Detalhes, para mim, é música de Roberto Carlos.




Ives Gandra na parada

Que ninguém se surpreenda se, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, o escolhido para a vaga dele no Supremo Tribunal Federal (STF) for o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Martins Filho. O palpite é de um dos magistrados da Corte.



Sem agenda

Opositor ferrenho do governo, o deputado Emerson Miguel Petriv (Pros-PR), conhecido como Boca Aberta, frustrou-se ao tentar ser recebido pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. Levou um chá de cadeira. Aproveitou para reclamar: ;Se um parlamentar não tem acesso ao presidente, imagine a população?;.




Duas minorias

Em cafezinho com a coluna, o deputado João Campos (PSB-PE) beliscou a articulação governista na Câmara dos Deputados. ;Temos duas minorias: base e oposição. O governo ainda não encontrou o tom.; Parlamentar mais votado de Pernambuco, João está de olho no Recife, nas eleições municipais do ano que vem. ;Preciso trabalhar muito antes de pensar nisso.;



Orgulho do pai

Parênteses de uma reunião do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), com aliados no Congresso Nacional: ao falar de desenvolvimento e empreendedorismo, o ex-juiz citou como exemplo um dos filhos, que trabalha como consultor da rede de luxo Fasano ; dona de hotéis e restaurantes. O gastrônomo criou um queijo cujo valor de mercado ultrapassa R$ 500.



Vou de táxi

A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, fez cortes drásticos nas mordomias do pessoal que trabalha na pasta. Tirou, inclusive, os carros oficiais. Em tom de brincadeira, um dos assessores especiais foi do ministério ao Congresso usando um patinete alugado. Brincadeiras à parte, a ordem agora é andar de táxi.




Estética

Sabe o que a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) e a mulher do governador do DF, Ibaneis Rocha, Mayara Albuquerque, têm em comum? As duas fazem tratamentos estéticos com profissionais na mesma clínica.





Subindo

Existem mais de 10 elevadores privativos no Congresso Nacional, disponíveis apenas para os deputados e senadores. Aproveitando a verve populista de ;corte de privilégios;, talvez seja a hora de liberar o uso para todo mundo que frequenta o Parlamento.





Segredinhos...

Convite

Gilmar Mendes escreveu o prefácio do livro de Daniel Marchionatti, Processo penal contra autoridades. O ministro do Supremo é considerado uma sumidade no assunto. A obra será lançada nesta quarta-feira.


Presunção
O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) quer apresentar projeto que acaba com aposentadoria compulsória para juízes que cometam crime grave. Quer que magistrados sejam demitidos sem receber nada. Será que o novato consegue vencer uma briga dessas?


Iguaria
Quando o decreto do porte de armas foi assinado na Câmara, o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Hélio Bolsonaro, comemorou deliciando-se com um saboroso mocotó ; feito pela equipe do gabinete. Tirem suas conclusões.




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