Aniversário no Chile termina em tragédia

Aniversário no Chile termina em tragédia

BEATRIZ ROSCOE*
postado em 24/05/2019 00:00
 (foto: Facebook/reprodução
)
(foto: Facebook/reprodução )


A família brasileira que morreu num apartamento no centro da cidade de Santiago, em decorrência de vazamento de gás, tinha viajado à cidade chilena para comemorar o aniversário de uma das vítimas: Karoliny Nascimento de Souza, que faria 15 anos. Os outros mortos são os pais da menina, Fabiano de Souza, 41, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, e o irmão dela, Felipe Nascimento de Souza, 13, além do irmão de Débora, Jonathas Nascimento, 30, e a esposa dele, Adriane Kruger, 27.

A mãe de Débora e Jonathas, Iete Isabel Muniz, também morreu na última quarta-feira, horas antes dos filhos, em Florianópolis, vitimada por um câncer. O corpo dela foi velado e cremado na manhã de ontem em Palhoça.

Bombeiros chilenos afirmam que os brasileiros provavelmente morreram intoxicados com monóxido de carbono, decorrente de um vazamento de gás. O apartamento foi alugado pela família por uma semana por meio do aplicativo AirBnB. A empresa afirmou que arcará com os custos de traslados dos corpos. ;Estamos profundamente consternados com esse trágico incidente. Nós nos solidarizamos com os familiares e estamos em contato para prestar todo apoio necessário aos familiares neste momento difícil;, disse, em nota.

De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, parentes que estavam no Brasil entraram em contato com as vítimas para contar sobre a morte de Iete e foram avisados de que as seis estariam passando mal. Em áudios enviados aos familiares no Brasil, Débora relatou que eles estavam com sintomas de fraqueza e vomitando. Ela chorou ao dizer que o filho estava ;roxo;. A mãe afirmou não saber o que fazer, e que as articulações dela também estavam parando e ficando roxas. Disse ainda que achava que tinham sido contaminados por vírus. ;Acho que todos iremos morrer;, contou.

Os parentes fizeram o relato à Polícia Civil, que, por sua vez, os orientou a entrar em contato com o consulado. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o cônsul compareceu ao local e acompanhou a abertura do imóvel, mas os seis já estavam mortos.

A suspeita é de que a família tenha acionado os sistemas de calefação, pois o Chile registrou temperaturas abaixo de zero e havia sido o dia mais frio do outono. Esse tipo de sistema de aquecimento é geralmente abastecido por Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

O Consulado-Geral do Brasil em Santiago segue acompanhando o caso e prestando apoio integral para os trâmites necessários à liberação e ao traslado dos corpos. Serão igualmente acompanhados os procedimentos investigativos, a cargo das autoridades chilenas.

*Estagiária sob a supervisão de Cida Barbosa

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