Crítica / Os papéis de Aspern ***

Crítica / Os papéis de Aspern ***

Ricardo Daehn
postado em 24/05/2019 00:00
 (foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)


Recorrente na obra de Henry James, autor de Tarde demais, Os inocentes e O quarto verde, a passagem do tempo e os detalhes e episódios que fogem ao registro de uma era se mostram centrais no longa de estreia do diretor francês Julien Landais, Os papéis de Aspern.

Conhecido pela participação nas séries Vikings e The Tudors, Jonathan Rhys Meyers estrela o longa na pele de Mort Vint, um homem que chega a Veneza obcecado com a produção epistolar do poeta Jeffrey Aspern.

Para além de Vint, importam, no enredo brotado de livro de 1888, as personagens reclusas num castelo Juliana e Miss Tina, tidas como tia e sobrinha.

Entre a (literal) profusão de flores geradas por Vint ; que assume os jardins da decadente mansão ;, a dupla de atrizes (mãe e filha, na vida real) Vanessa Redgrave e Joely Richardson, brilha como de costume. Intensas, elas até fazem sumir, por vezes, incômoda entonação do ator Jonathan Rhys Meyers.

Há algumas ressalvas, que vão da nítida adaptação tirada em parte de peça assinada por Jean Pavans até a impressão de que falta unidade em escolhas da coprodução que uniu Inglaterra e Alemanha.

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