Semenya faz nova crítica à Federação

Semenya faz nova crítica à Federação

postado em 02/07/2019 00:00
 (foto: Lachlan Cunningham/Getty Images/AFP - 30/6/19
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(foto: Lachlan Cunningham/Getty Images/AFP - 30/6/19 )



Envolvida em uma polêmica com a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) por causa da condição endócrina chamada hiperandrogenismo, que produz naturalmente a testosterona em excesso, a sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica e tri mundial nos 800 metros, foi taxativa ao falar sobre a participação no Mundial de Doha, em setembro deste ano. Só competirá no Catar se for na prova na qual é especialista.

;Se não puder correr os 800 metros, não disputarei o Mundial. Nada de 1.500 metros. Tirarei férias e logo voltarei para competir na próxima temporada;, disse Semenya, na noite de domingo, após participar da etapa de Eugene, nos Estados Unidos, da Diamond League. A sul-africana venceu facilmente a prova dos 800 metros com o tempo de 1min55s70, longe do próprio recorde mundial (1min54s98).

Recentemente, Semenya acusou a IAAF de tê-la usada como um ;rato de laboratório;, em um tratamento hormonal destinado a reduzir os níveis de testosterona em atletas hiperandrogênicas. ;Queriam observar como o tratamento diminuía o meu nível de testosterona;, denunciou a atleta.

A sul-africana afirmou que, apesar de o tratamento hormonal ter feito se sentir constantemente doente, a IAAF quer agora impô-lo a um nível mais elevado, sem conhecer os efeitos colaterais. ;Não vou permitir que a IAAF use a mim e ao meu corpo novamente;, afirmou.

No início de junho, o Tribunal Federal da Suíça suspendeu temporariamente as novas regras da IAAF, que obrigam que atletas hiperandrogênicas tomem medicação para reduzir os níveis de testosterona, sob pena de ficarem impedidas de participar de competições entre 400 e 1.500 metros.






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