Bombeiro morre afogado na Chapada

Bombeiro morre afogado na Chapada

postado em 02/07/2019 00:00
 (foto: Reproducao Facebook)
(foto: Reproducao Facebook)

Apaixonado por esportes radicais, o bombeiro da reserva Reginaldo Lafayete Abreu, 51 anos, morreu fazendo o que amava. No último fim de semana, ele foi à Chapada dos Veadeiros (GO) explorar a beleza natural do lugar. No domingo, durante visita ao Cânion Raizama, sofreu um acidente e perdeu a vida afogado.

Hoje, amigos e familiares do militar se reúnem na Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, na Asa Norte, para prestar as últimas homenagens. A cerimônia ocorre entre 10h e 12h. Em seguida, o corpo será levado para Valparaíso (GO), onde será cremado.

A vítima trabalhou como bombeiro no Distrito Federal por mais de 10 anos. Reginaldo usava todos os equipamentos de segurança e era experiente na prática do esporte. Ele fazia canionismo com um grupo de amigos quando a corda ficou presa e ele não conseguiu sair da água. Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Goiás que está na região em uma operação no período de férias foi ao local para fazer o resgate do corpo. A vítima foi localizada a cerca de 2,5 km de distância do ponto onde aconteceu o afogamento.

Carreira
O militar deixou a corporação brasiliense há cerca de 20 anos. Trocou a profissão de socorrista para assumir cargo no antigo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, hoje, Ministério da Infraestrutura. Além disso, mantinha uma empresa focada na promoção de esportes, como canionismo e atuava como advogado. Reginaldo integrava a Federação Brasiliense de Canionismo, que divulgou nota de pesar sobre o ocorrido. A paixão pelo esporte era demonstrada nas redes sociais, onde o militar da reserva publicava dezenas de fotos se aventurando.

;Ele era uma pessoa muito espirituosa. Sempre estava sorrindo, de alto-astral. Trabalhei com ele por dois anos e ele sempre foi uma pessoa generosa, que nunca se negou a compartilhar conhecimento. Afinal, ele era advogado de formação;, descreveu uma ex-colega de trabalho, Sônia Nascimento, 55. Ela e Lafayete trabalharam juntos de 2017 até este ano, na Ouvidoria do Ministério da Infraestrutura. Sônia contou que o amigo amava a natureza e era instrutor de canionismo e conduzia trilhas, principalmente na região da Chapada dos Veadeiros. ;A última vez que nos falamos foi no sábado. Lafayete estava em um bar, quando tocou uma música do Legião Urbana, banda que ele amava. Ele mandou uma mensagem de áudio, registrando o momento;, lembrou.

Filhos
Solteiro, Lafayete deixa quatro filhos: Mariana, Marcos, 32, Pedro, 19 e Sofia, 13. Ao Correio, Mariana contou que o pai era uma pessoa animada, que soube aproveitar a vida. ;Ele sabia para que veio a este mundo. Se vangloriava que era bom em tudo que fazia. Um pai presente, que fez o melhor que conseguiu;, ressaltou.

De acordo com a filha, Lafayete era uma pessoa bastante comunicativa e querida por todos que o conheciam. Para ele, não existia tempo ruim. Fez tudo que queria com muita elegância e não enxergava obstáculos. Mariana ainda ressaltou que a irmã mais nova, Sofia, foi a única entre os irmãos que herdou a paixão por esportes. ;Ela é fanática tanto quanto ele;, disse.

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