Negociação para dívidas

Negociação para dívidas

» Catarina Loiola*
postado em 20/08/2019 00:00


Aproximadamente 100 mil caminhoneiros podem negociar dívidas em atraso com desconto de até 90% para pagamento à vista, além de outras condições especiais para renegociação de contratos comerciais e habitacionais na Caixa Econômica Federal. A medida foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro e por Pedro Guimarães, presidente do banco, por meio de live no Facebook, na última quinta-feira.

A negociação faz parte da Campanha Você no Azul, realizada desde maio, com o objetivo de ajudar mais de 2,6 milhões de pessoas físicas a quitarem os débitos. Para Guimarães, a campanha foi estendida aos caminhoneiros para proporcionar uma possibilidade de organizar as finanças e aumentar o poder de compra. ;Vamos realizar um atendimento exclusivo para esse público, com presença da Caixa nos principais locais de movimentação desses profissionais, entre outras ações. Serão apresentadas propostas de renegociações para a situação de cada um deles, seja pessoa física, seja jurídica;, afirma.

No crédito comercial, os caminhoneiros podem unificar os contratos em atraso e parcelar em até 96 meses; realizar uma pausa no pagamento de até uma prestação vencida ou a vencer; e efetuar a repactuação de dívida, com possibilidade de aumento do prazo. As condições variam de acordo com as características do contrato e tipo de operação.

As condições de renegociação também englobam contratos habitacionais, em que os clientes podem pagar uma entrada e incorporar as demais parcelas em atraso; realizar acordo com um pagamento inicial; e utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir em até 80% o valor de 12 prestações, inclusive até três prestações atrasadas.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira


  • Dólar atinge maior nível em 3 meses

    O dólar atingiu o maior nível em três meses: R$ 4,066, com alta de 1,58%. A moeda está no maior patamar desde 20 de maio, quando atingiu R$ 4,10. Apesar do otimismo do início do dia, quando China e Alemanha demonstraram que têm como passar pela desaceleração econômica sem maiores prejuízos, o fato de o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) ter demonstrado fragilidade na decisão de manter corte nos juros fez com que a divisa norte-americana ganhasse força no mundo. Na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Ibovespa, que esteve na maior parte do dia acima de 100 mil pontos, encerrou o dia em queda de 0,34%, aos 99.469 pontos.

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