Grupo deu mais de 70 golpes em idosos e deficientes

Grupo deu mais de 70 golpes em idosos e deficientes

Alan Rios
postado em 23/08/2019 00:00
 (foto: PCDF/Divulgação)
(foto: PCDF/Divulgação)


Policiais civis prenderam sete pessoas acusadas de integrar um grupo criminoso que lesava idosos e pessoas com deficiências. A ação aconteceu durante a Operação Recompensa, desencadeada na manhã de ontem. Os acusados eram especialistas em estelionatos e roubos, abordando vítimas em agências bancárias logo após saques de dinheiro, de acordo com a investigação. O nome da operação faz referência a como eles agiam.

Uma pessoa da quadrilha deixava cair pertences, como celulares e carteiras, no banco, de forma proposital, para que fossem encontrados e devolvidos. Ela agradecia quem devolvia o objeto e oferecia recompensas, como joias, dizendo que levaria a vítima para uma loja, onde seria presenteada. Porém, um comparsa ficava na entrada do estabelecimento dizendo que não podia entrar com os pertences no local. Nesse momento, o idoso deixava celulares, relógios e dinheiro, e o membro do grupo criminoso fugia com tudo.

O bando acumulou vários crimes semelhantes no Distrito Federal e passou a atuar também em Goiás e Minas Gerais. Só na capital, a polícia identificou 70 ocorrências contra os acusados, principalmente em Brazlândia, Taguatinga, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e Ceilândia. Eles lucraram aproximadamente R$ 500 mil com os golpes, conhecidos como ;saidinha de banco; ou ;conto do achadinho;.

Novas provas
Durante a Operação Recompensa, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão para levantar novas provas que acrescentem à investigação. As prisões aconteceram após oito meses de apuração de agentes da 18; Delegacia de Polícia (Brazlândia) e de outras unidades do Departamento de Polícia Circunscricional.

Quatro integrantes do grupo foram presos em flagrante semanas antes da deflagração da operação. Em 31 de julho, um acusado foi detido por estelionato consumado, e os investigadores recuperaram toda a quantia perdida pela vítima. Já na segunda prisão, em 20 de agosto, houve intervenção policial antes da consumação do crime. De acordo com a Polícia Civil, houve situações em que as vítimas desconfiaram do golpe, mas foram agredidas e assaltadas.




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