Alimentação restabelecida

Alimentação restabelecida

Malformação rara, a atresia do esôfago impede que o bebê se alimente por via oral. Evolução no tratamento permite cirurgia menos invasiva

Por Ailim Cabral
postado em 08/09/2019 00:00
A condição é rara ; atinge, em média, um a cada 4.500 bebês ; e só pode ser corrigida por meio de cirurgia. A atresia do esôfago ocorre quando há uma interrupção no órgão, impedindo que ele se comunique com o estômago. Assim, o recém-nascido não consegue se alimentar.

O médico cirurgião pediátrico Paulo Lassance explica que a malformação não tem uma causa determinada, mas, sim, uma combinação de fatores, como distúrbios na formação embrionária do esôfago associado a questões ambientais. Em 10% dos casos, a atresia pode estar ligada a alterações genéticas.

De acordo com Lassance, a maioria dos casos acontece em bebês prematuros. ;Em 50% das vezes, há, ainda, alguma malformação cardíaca;, acrescenta. A cirurgia corretiva é delicada e deve, preferencialmente, ser realizada ainda nos primeiros dias de vida do bebê. Caso isso não seja possível, o paciente pode esperar por até três meses, período em que a alimentação é feita pela veia ou por via gástrica direta.

Desde o fim de 2018, Brasília se tornou referência nacional no tratamento da atresia de esôfago, ao começar a realizar o procedimento por videotoracoscopia ; menos invasivo que a cirurgia tradicional, em que o tórax do bebê é aberto. Na nova técnica, que já beneficiou quatro pacientes do Distrito Federal, bastam três pequenas incisões de 3mm a 5mm.

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