Geopolítica e ambiente

Geopolítica e ambiente

postado em 16/09/2019 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


;Em geografia, acredito que caiam questões sobre globalização e problemas ambientais, com muita interpretação de gráficos;, espera Vanessa Menezes, 17, moradora do Cruzeiro Velho que busca uma vaga em medicina.

As questões vão do meio ambiente à urbanização, passando por clima, demografia, geografia agrária, globalização e cartografia. O leque é amplo, e a dificuldade vem aumentando. ;Quando a gente pensa em ;novo; Enem, de 2009 para cá, o que levamos em consideração é que o exame aumentou muito o nível nas últimas edições. Antes, era mais simples;, contextualiza o professor Cláudio Hansen. A prova não pega leve mais, acredita ele. ;O mito de que o Enem se faz apenas de modo interpretativo não é verdade. Na verdade, o fator interpretativo é fundamental, mas desde que aliado aos estudos e com conhecimento prévio;, diz.

;Um pouco mais da metade da prova gira em torno de geografia do Brasil, e o restante é de geografia geral e geopolítica;, mapeia Marcel Milani, professor da disciplina no Poliedro. Ambiente (15,5%) e climatologia (10,4%) são os temas mais comuns, segundo o levantamento da instituição. O professor Cláudio Hansen espera a continuidade dessa tendência. ;Esperamos que a parte de geografia física tenha peso maior, o que já vem acontecendo, de todo modo. Não são questões fáceis e demandam tempo dos candidatos. A expectativa é de que ganhe força este ano e mais ainda em 2021;, projeta.

;Relevo e morfologia normalmente caem muito, mas geografia também tem uma ;pegada; de atualidades. Então, pode vir geopolítica, os movimentos separatistas da África e da Ásia;, acrescenta Miguel Gomes. ;É uma geopolítica que não demanda muita polêmica, pois são questões internacionais: refugiados e conflitos envolvendo Estados Unidos, Oriente Médio e China;, afirma o professor Cláudio Hansen.

Sociologia e filosofia
Miguel Gomes está mais tranquilo a respeito de sociologia e filosofia. Estas ;até caem;, na avaliação do jovem, mas sob perspectiva mais generalista e de resolução por meio do contexto. ;Não são o foco do Enem. Aparecem mais como interpretação de texto, não exigindo conhecimento tão aprofundado. Normalmente, o próprio enunciado já entrega a questão;, afirma. Vanessa Menezes concorda com o colega. ;Em filosofia e sociologia, o conteúdo é cobrado sempre em cima do texto que abre a questão.;

Não é bem assim. Claudio Hansen nota crescimento gradual das duas disciplinas, em volume e em dificuldade. ;Houve aumento de questões nas quais predominam filosofia e sociologia. Mais do que isso, os alunos notaram que andam errando muito. Há mais dificuldade hoje;, avalia.

Ele percebe, ainda, entre os alunos, a falta de base para corresponder à evolução exigida. ;Quando o Enem dá um recorte sobre os pré-socráticos, por exemplo, muitas pessoas nem entendem de que grupo estamos falando. Política antiga e pensamento helênico, também;, afirma. Aristóteles e cultura helênica são os conteúdos mais recorrentes (18,6%) em filosofia. Nos estudos sociológicos, a sociologia contemporânea é a mais abordada (28,6%), seguida por cidadania, cultura e educação.

* Estagiária sob supervisão de Jairo Macedo




Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação