Bolsa fica estável e dólar sobe

Bolsa fica estável e dólar sobe

» RAFAELA GONÇALVES*
postado em 19/09/2019 00:00

Após registrar alta na sessão anterior, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), ficou praticamente estável, com queda de 0,08%, aos 104.532 pontos, na Superquarta. Apesar de o corte nas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos terem ficado em linha com que esperava o mercado ; 0,5 ponto percentual aqui e 0,25% nos EUA ;, houve tensão devido à falta de unanimidade na decisão do comitê de política monetária norte-americano, o Fomc. As perdas do dia na B3 só se reduziram após declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, que sinalizou novos cortes de juros no país.

O mercado de câmbio reagiu ao Twitter do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Subiu 0,65%, encerrando o dia cotado a R$ 4,104, com a possibilidade de retrocesso nas negociações comerciais entre chineses e americanos. ;Na teoria, o dia seria bom para o Brasil, mas o impasse na guerra comercial entre as principais potências mundiais fortaleceu o dólar ante o real e outros mercados com aversão ao risco que paira no ar;, disse o sócio e head de produtos da Monte Bravo, Rodrigo Franchini.

O estrategista da All Investimentos, Henrique Bousquat, ressalta a precificação da decisão no mercado. ;Foi um dia muito importante para o mercado, a decisão do corte de juros veio em expectativa majoritária. Logo após a decisão do Fed, tivemos uma tensão, dois integrantes votaram para a manutenção da taxa de juros e gerou insegurança, mas as falas do Jerome Powell deram expectativas para novos cortes e acabou reduzindo o ritmo de queda da bolsa aqui no Brasil, que acabou fechando em um patamar estável;, afirmou.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira


  • IGP-M: prévia tem deflação

    O Índice Geral de Preços ; Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou deflação (queda de preços) de 0,28% na segunda prévia de setembro deste ano. A taxa é maior que a da segunda prévia de agosto, quando o IGP-M registrou um índice -0,68%. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IGP-M acumula inflação de 3,8% no ano e de 3,08% em 12 meses. Segundo a FGV, alta da taxa da prévia de agosto para setembro foi provocada pelo aumento do Índice Nacional do Custo da Construção, de 0,15% para 0,67% e do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve uma deflação mais moderada no período, com queda de -0,52% ante 1,11% de agosto.

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