Festa caseira embala o sonho olímpico

Festa caseira embala o sonho olímpico

Em dia inspirado, brasiliense Ketleyn Quadros sobe ao topo do pódio no Grand Slam realizado na capital federal. Vitória conta pontos importantes para a definição da vaga nos Jogos de Tóquio-2020

Gabriel Escobar*
postado em 08/10/2019 00:00
 (foto: Roberto Castro/rededoesporte.gov
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(foto: Roberto Castro/rededoesporte.gov )




O segundo dia do Grand Slam de Brasília, por coincidência ou destino, teve ontem uma atleta brasiliense faturando a única medalha de ouro do país. A ceilandense Ketleyn Quadros chegou ao lugar mais alto do pódio de maneira convincente, impondo-se nos combates e dominando as adversárias. Na grande final, enfrentou a compatriota Aléxia Castilhos, na categoria até 63kg. Além delas, dois atletas brasileiros faturaram medalhas. O terceiro e último dia da competição é hoje, com programações começando às 10h, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Sul.

Ketleyn Quadros, 32 anos, medalhista olímpica de bronze em Pequim-2008 e ouro nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, em 2010, faturou, pela primeira vez, a medalha de ouro no Grand Slam de Judô e não escondeu a satisfação pela premiação em casa. ;Eu estou muito feliz pela conquista na minha terrinha, na cidade de coração, em um evento tão importante, que soma pontos para quem está nessa caminhada olímpica. Tem clima a favor, família, torcida. Não é determinante, mas influencia muito positivamente;, comentou. ;A população de Brasília veio apoiar em peso em plena segunda-feira. Estou muito feliz de ganhar dentro de casa;, concluiu.

Na disputa pela vaga olímpica em Tóquio 2020, Ketleyn enfrentou a grande concorrente, a gaúcha Aléxia Castilhos, de 24 anos. As duas disputam uma única vaga e cada competição vale pontos importantes para passar à frente na corrida. Derrotada ontem, Aléxia se disse satisfeita com a participação. ;Perdi a final, mas estou feliz pela minha caminhada ao longo da competição. Venho treinando muito, competindo bem e, de peça em peça, vou construindo o meu caminho. Fiz boas lutas. A Ketleyn foi superior desta vez. Na próxima, pode ser eu;, comentou, sorridente.

Outra brasileira que disputa a vaga olímpica na categoria até 63kg é Mariana Silva, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Nas semifinais do Grand Slam, foi derrotada por Aléxia e perdeu a disputa pelo bronze para Amy Livesey, da Grã-Bretanha, impossibilitando a possível trinca brasileira no pódio.

Medalhistas

Os outros medalhistas brasileiros de ontem foram David Lima, prata na categoria até 73kg, e Maria Portela, bronze nos 70kg. David despontou como favorito ao ouro durante a competição pela maneira com que dominava os adversários, mas acabou surpreendido pelo russo Musa Mogushkov, que aplicou um ippon com 35 segundos de luta. Maria conseguiu o terceiro lugar graças a um wazari na polonesa Kelita Zupancic. Até agora, o Brasil garantiu 13 medalhas neste Grand Slam, sendo três ouros, seis pratas e quatro bronzes.

O Grand Slam é o terceiro evento mais importante da modalidade e reúne os maiores nomes do cenário mundial. Os vencedores do torneio somam 1.000 pontos no ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ), que credencia os atletas na disputa pelas vagas olímpicas. Além da pontuação na lista, os vencedores também faturam R$ 154 mil. Esta é a primeira vez que Brasília é sede da competição e a segunda oportunidade em que o Brasil recebe o Grand Slam.

*Estagiário sob a supervisão de Fernando Brito

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