Agenda social para evitar protestos

Agenda social para evitar protestos

postado em 26/11/2019 00:00
O presidente Jair Bolsonaro encomendou à equipe econômica a elaboração de projetos para beneficiar famílias de baixa renda. Entre as medidas em estudo está a ampliação dos repasses do Bolsa Família. Ele quer mostrar que a área social é prioritária na gestão dele, ao mesmo tempo em que está preocupado com o risco de o Brasil ser tomado por protestos, como tem ocorrido com países da região.

Com foco no eleitorado do Bolsa Família, o governo recorreu ao economista Ricardo Paes de Barros, um dos criadores do programa no mandato do então presidente Lula. Está em avaliação, por exemplo, a concessão de um adicional de R$ 6,81, por mês, para cada uma dos 13,8 milhões de famílias beneficiadas pelo programa de transferência de renda. Hoje, o benefício para uma família em extrema pobreza é de R$ 89 mensais. O aumento seria possível com folga no orçamento, que viria a partir do fim da desoneração de produtos da cesta básica. O programa impacta na renda de cerca de 43 milhões de pessoas, segundo estimativas oficiais.

Além da preocupação com protestos no país, Bolsonaro está atento à movimentação de Lula, que deixou a prisão graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal. O petista vem adotando um discurso baseado em críticas à agenda liberal de Guedes e no resgate da questão social. Integrantes do núcleo político avaliam que o governo perdeu tempo na ;corrida; pelo ;voto social;.
Bolsonaro também está preocupado em fazer um contraponto à Agenda para o Desenvolvimento Social, recém-lançado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o objetivo de combater a pobreza.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação