ARTIGO

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Adriana izel Adrianaizel.df@dabr.com.br
postado em 26/11/2019 00:00



Capital do cinema

Brasília tem algumas marcas. O rock, a arquitetura, o pôr do sol. E o cinema. Sim, a sétima arte brasileira encontra na capital federal uma casa. Isso porque, há 52 edições, a cidade, mesmo que por só alguns dias, vive e respira o audiovisual nacional, graças ao Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Desde a última sexta-feira, a tela do Cine Brasília reflete a cultura brasileira. Na abertura, como de costume, foi um espaço de manifestações, tanto políticas quanto artísticas. A classe esbravejou cobrando explicações sobre o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), centro de polêmicas ao longo do ano. Ao mesmo tempo em que o festival aplaudiu grandes nomes homenageados, como Stepan Nercessian, Fernando Adolfo, Debora Diniz e Claudio Santoro, e o filme de estreia O traidor.

A atriz Maria Fernanda Cândido, que esteve na noite de abertura, soube definir essa singularidade do Festival de Brasília: ;É um festival que forma um público, que tem opinião e sabe cultivar o que pensa o cinema brasileiro;.

Até o dia 30, o evento pretende continuar abraçando essa veia, com exibições que mostram temas que representam o Brasil e toda sua diversidade. Seja na mostra competitiva, em que estão as estrelas do cinema, seja nas mostras paralelas, de onde surgem a nova geração.

Em um ano em que se falou tanto de democratização ao acesso ao cinema, o Festival de Brasília vem para cumprir mais uma vez esse papel. Uma função de colocar na tela, o que, na maioria das vezes, não ganha espaço comercial, de forma acessível, com preços populares e, algumas mostras, até de graça. Sem falar nas exibições que ocorrem nas regiões administrativas e levam esse cinema nacional para locais que sequer têm salas convencionais.



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