Morte de homens jovens cresce 46%

Morte de homens jovens cresce 46%

» VERA BATISTA
postado em 05/12/2019 00:00

O percentual de mortes de homens jovens, entre 20 e 24 anos, por causas externas ; homicídios, suicídios, acidentes, afogamentos, quedas etc.; cresceu 46,6%, entre 1988 e 2018. É o que apontam as Estatísticas de Registro Civil 2018, divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, a chamada Sobremortalidade Masculina cresceu 11 vezes.

;Um indivíduo do sexo masculino de 20 anos tinha 11 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma pessoa do sexo feminino. Em 1988, este valor para as jovens era de 7,3 vezes;, diz um trecho do levantamento.

Ao analisar os registros de óbitos por causas externas em homens de 15 a 24 anos, entre 2008 e 2018, o IBGE constatou que houve aumentos em 16 das 27 unidades da Federação. Norte e Nordeste tiveram os maiores percentuais, sobretudo Sergipe (113,8%), Ceará (113,6%) e Roraima (100,0%). Por outro lado, houve quedas no Paraná (-49,9%), Espírito Santo (-45,4%) e São Paulo (-37,8%).

O levantamento aponta ainda que, entre 2008 e 2018, o volume de óbitos ocorridos e registrados no mesmo ano, independentemente de sexo e idade, passou de 1.055.672 para 1.279.948 ; aumento de cerca de 21%. Se analisada a série histórica por idade, coletada desde 1978, há queda significativa na proporção de mortes de crianças menores de um ano e de menores de cinco anos, passando de 26,9% para 2,4% e de 32,6% para 2,8%, respectivamente. Por outro lado, com o envelhecimento populacional, os óbitos de pessoas com 65 anos ou mais passaram de 30,1%, em 1978, para 59,8%, em 2018.

O percentual do sub-registro de nascimentos ; quando não há comunicação para a emissão da certidão ; foi de 2,6%, em 2017. Em 2016, a estimativa foi de 3,2% e, em 2015, de 4,2%. Já o índice do sub-registro de óbitos foi de 4,1%, em 2017 ; em 2016 foi de 4,4% e, em 2015, de 4,9%.

Em 2018, do total de 2,98 milhões de registros de nascimentos em cartórios, 2,89 milhões eram de nascimentos ocorridos e registrados no ano e com a unidade da Federação de residência da mãe conhecida. Em comparação com 2017, houve aumento em torno de 1% nessas notificações. Nas regiões Sul e Sudeste, queda de 0,1% e 0,4%, respectivamente; e aumentou no Nordeste (2,6%), no Norte (2,3%) e no Centro-Oeste (2,0%).

De 1998 a 2018, o percentual de nascimentos cujas mães tinham menos de 24 anos caiu (de 51,8% para 39,4%). Já na faixa de idade acima dos 30 anos, houve elevação (de 24,1% para 36,6%). A Região Norte anotou o maior índice de registros de nascimentos de crianças cujas mães tinham até 24 anos, e no Sudeste e no Sul foram observadas as maiores proporções de nascimentos entre mães de 30 a 39 anos.

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