Acordo amplia cooperação com a China

Acordo amplia cooperação com a China

» Luiz Calcagno
postado em 05/12/2019 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 13/9/19)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 13/9/19)


O Brasil e a China começam a ensaiar os primeiros passos de um longo caminho para firmar um acordo de livre comércio. Em evento na manhã de ontem, com a participação do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, o presidente do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), Carlos von Doellinger, assinou acordo de cooperação internacional com a Chinese Academy of International Trade and Economic Cooperation (Caitec), Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica). A intenção é que pesquisas conjuntas e troca de conhecimento auxiliem Brasil e China no aprofundamento de relações bilaterais.

No evento, o Ipea divulgou uma avaliação dos impactos de um acordo nesses moldes para a economia brasileira. Segundo o estudo, ele ;geraria resultados inequivocamente positivos para a economia brasileira, com ganho de PIB, investimento, exportações e importações;. ;O saldo comercial seria um pouco pior, mas haveria uma redução significativa do nível de preços agregado e um aumento do grau de abertura da economia, medido pelo nível das exportações e das importações em relação ao PIB;, diz o texto.

Mourão destacou a importância da relação entre as duas nações. Lembrou que o comércio entre os países já dura 45 anos, sendo que, há 10, o gigante asiático é o principal parceiro comercial do Brasil. ;A aproximação entre Ipea e Caitec contribuirá para ampliar o conhecimento do instituto sobre a realidade chinesa e internacional, expandindo nosso entendimento mútuo nos desafios de hoje e de amanhã;, afirmou. ;A Vice-Presidência da República retomaram os trabalhos da Comissão Sino-brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban);, disse Mourão, que não se reunia desde 2015.

O vice-presidente citou três objetivos do país para o aprofundamento das relações bilaterais: ampliar e diversificar exportações com agregação de valor; aumentar o volume; e direcionar investimento chinês para áreas prioritárias e aprofundar a cooperação entre ciência, tecnologia e inovação entre os países.

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