Visto, lido e ouvido

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Desde 1960 Circe Cunha (interina) / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 08/12/2019 00:00



Meio ambiente: uma equação ainda sem solução à vista


Desacreditada interna e externamente, a política ambiental do atual governo enfrenta quase que diariamente várias batalhas de grandes proporções e em diversos fronts, para dar conta de um setor delicado e que cada vez mais é cobrado não apenas pelos brasileiros, mas por todo o mundo. As declarações intempestivas e pouco realistas de parte de membros do governo, inclusive do ministro e do. presidente, somadas ao avanço do desmatamento, das queimadas criminosas, da propagação do óleo de origem ainda desconhecida, da questão das mineração sem controle, das barragens de dejetos, da poluição dos rios, do mar e do ar nas grandes cidades, vêm num crescendo tal que é possível afirmar, com segurança, que a cadeira mais problemática e com maiores desafios a serem vencidos esta justamente no Ministério do Meio Ambiente.

Não bastasse tal volume de problemas, praticamente insolúveis, quis o destino que esses desafios fossem vencidos em meio à grande encruzilhada mundial para humanidade, representada pelo aquecimento global, provocado pela emissão de gases de efeito estufa, que, paulatinamente, induz as mudanças climáticas, gerando prejuízos e mortes em todo o planeta.

A possibilidade de a Terra vir a se tornar um planeta hostil para o ser humano, o que atingiria sobremaneira as próximas gerações, vai, dia após dia, se tornando real. Os esforços em praticamente todo o mundo ainda estão muito aquém dos alertas dos cientistas e, a cada dia, o problema climático ganha novas proporções.
Infelizmente, os ponteiros entre o tempo político e o de estudos e previsões feitas pelos cientistas não andam no mesmo compasso, o que é um problema a mais. Enquanto cada governo cuida dos problemas internos, a fim de ajustar o crescimento das economias às necessidades de uma Terra em transformação acelerada, no Brasil, essa questão ganha ainda outras variáveis mais complicadas.

Tem razão o ministro Ricardo Salles quando afirmou, durante a Cúpula do Clima (COP25), realizada em Madri, que se não houver um desenvolvimento sustentável na Região Amazônica, que abranja a questão da sobrevivência dessas populações, o problema do desmatamento, não terá um solução adequada. Existe, de fato, uma relação direta entre poluição e pobreza e que é reconhecida por todos.

Há ainda a certeza de que o homem deve estar no centro das atenções sobre preservação do meio ambiente. Não há como dissociar um e outro. Em nosso país, essa é uma questão premente e histórica que precisa ser resolvida pari passu. Ressalte-se ainda que esse é um problema solucionado pelo mundo desenvolvido há pelo menos meio século. Internamente, existe ainda outros fatores que pesam na equação do meio ambiente que é o setor rural, tradicional apoiador do atual governo e que não aceita políticas limitantes e restritivas, como as que, normalmente são impostas pela agenda de proteção da flora e fauna. De concreto, sabe-se que 2019 terminará como o mais quente da década e quando os efeitos da variação brusca do clima causaram os maiores desastres naturais.




A frase que foi pronunciada

;Se entre os primitivos era a fome que trazia a morte, agora, ao contrário, é a abundância que nos destrói. Naqueles dias, os homens, muitas vezes, ingeriam veneno por ignorância, agora, mais instruídos, eles se envenenam uns aos outros.;

Lucrécio, sec. I a.C


Divulgação

; ;A trajetória do comunismo no Brasil;. O Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal anuncia, para o próximo dia 11, o debate sobre o assunto. Os convidados para a mesa são: Paulo Roberto de Almeida (embaixador), Hugo Studart (jornalista e historiador) e Gustavo Bezerra (diplomata e historiador), autor do Livro negro do comunismo no Brasil. O evento faz parte do Ciclo de Diálogos sobre o Pensamento Político Brasileiro, informa o Instituto. Quem faz o anúncio é o portal Vermelho. No site do HGDF, nada sobre o assunto. Discutir só a história. Onde o comunismo deu certo?

Novidade


; Com prazo maior, o GDF vai investir os R$ 121.998.888, verba de emenda parlamentar da bancada federal, para a construção do primeiro hospital oncológico público da capital. Está tudo acertado. Agora é acompanhar. Se tudo der certo, essa será uma boa marca deixada pelo governador Ibaneis.

Ah, bom!


; Em uma ocasião perguntaram para Fernanda Montenegro se uma atriz era boa e talentosa quando mentia bem. Impactada pela pergunta tão direta, amenizou com um malabarismo vernacular. Disse que a melhor atriz
ou ator é aquele que convence as pessoas da verdade nas cenas.


História de Brasília

; Que estado de calamidade pública que nada, ministro! É água como diabo. O que falta é transporte para o feijão que está no Crato. (Publicado em 12/12/1961)




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