A joia do Chile

A joia do Chile

postado em 13/12/2019 00:00
 (foto: Fotos: Don Melchor/Divulgação
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(foto: Fotos: Don Melchor/Divulgação )

No solo pedregoso de Puente Alto, aos pés da Cordilheira dos Andes, nascem vinhedos de excepcional qualidade que deram ao Chile, em 1987, o primeiro vinho ícone do país chamado Don Melchor, em homenagem ao fundador da Viña Concha y Toro, Don Melchor Concha y Toro. Passados 30 anos de uma trajetória na qual só acumulou prestígio, a marca se emancipa e se torna uma bodega ; como dizem os chilenos ;, independente.

A Viña Don Melchor passa assim a se dedicar à produção de um único vinho, cuja última safra a 2017 chega ao mercado brasileiro por R$ 704, a garrafa. A principal novidade é o rótulo, que traz agora em evidência o Casarão Don Melchor, representando a entrada da vinícola localizada no vale do Maipo, a 28 quilômetros de Santiago.

A celebração dos 30 anos também se deu no Brasil, que só perde para os Estados Unidos como mercado consumidor, e é seguido de perto por China e, é claro, Chile. Durante jantar de gala no Farol Santander, na capital paulista, o ;pai; do vinho, enólogo Enrique Tirado anunciou os planos de crescimento da nova vinícola, como passar de 12 e 14 mil caixas para 17 mil entre 2020 e 2022, ;sem se afastar dos princípios da antiga vitivinicultura que posicionou o Chile entre os produtores de vinhos de alta qualidade no mundo;.

Complexidade

Para Enrique Tirado, o sucesso de Don Melchor está baseado em três pilares: a herança histórica; as condições ímpares do terroir e a expertise na elaboração da bebida. O enólogo, que se declarou ;a cada ano mais apaixonado pelo que faz;, comandou uma degustação de safras tops, desde 1995, para uma plateia seleta que pode acompanhar a evolução dos raros aromas de frutas vermelhas maduras da Cabernet Sauvignon dentro da garrafa. O 2017, que estará disponível na Super Adega, é composto por 98% de Cabernet Sauvignon e 2% de Cabernet Franc e passou por 15 meses em barris de carvalho francês. De extraordinária elegância, o vinho revela em boca taninos finos e delicados com notável equilíbrio que se espera de um vinhaço.


Faça o drinque

Dedicado à cultura hispânica, o Instituto Cervantes além de aulas promove cinema, literatura, mostras de arte, gastronomia e até bebida. Como o pisco, que nasceu no Peru, fronteira com o Chile, daí ter a origem reivindicada também por Santiago. É peruano o embaixador do pisco no Brasil, Miguel Angel Murillo (foto), que ensinou o preparo do pisco sour usando a autêntica bebida destilada de castas especiais, como Quebranta, Tabernero, Uvina, Moscatel e outras.

Ideal como drinque de abertura para qualquer festa, você pode fazer em casa a receita de Miguel: 90ml de pisco; 40ml de suco de limão taiti; 50ml de xarope de açúcar (1 porção de água e 2 de açúcar branco); casca de laranja bahía, 30ml de clara de ovo. Bata com potência média numa coqueteleira por 12 segundos e sirva com três gotinhas de bitter angostura. Tintim!


Acolhimento no jardim

Não é piquenique porque você pode tomar assento em móvel rústico de madeira ou em tamboretes ao redor de mesinhas redondas altas e também não precisa levar matula porque comidinhas incríveis são feitas na hora. De resto, a eco imersão numa área cheia de árvores é sempre muito agradável.

Chama-se Quintal o espaço que Rodrigo Freire armou ao lado do Oliver, no Clube de Golfe, para funcionar como ;economia colaborativa oferecendo pratos e bebidas a preços justos;, explica o restaurateur. Abriu com seis operações que podem vir a ser substituídas ao longo do ano. A comida asiática é preparada no LA MÊ, grife do chef Rafael Massayuki, que além do tradicional pad thai de camarão (R$ 49) ou do curry de frango (R$ 37) propõe petiscos, como camarão salteado com abacaxi grelhado e maionese picante (10 unidades gigantes por R$ 41 foto) e espetinho de frango (yakitori) acompanhado de batata frita temperada com curry massala (R$ 33).

Deliciosa costela de angus é feita na brasa do fogo de chão com toda a expertise do churrasqueiro Romulo Esmeraldo, que há oito meses abriu o Açougue 61 na 403 Sul (ao lado do Nippon). A carne vem cortada com vinagrete e farofa por R$ 59,90 com direito a duas cervejas. Lá, você ainda encontra hamburguer (R$ 22) e choripan (R$ 17) além do steak angus por R$ 30. Outras grifes são a Baco; o Mimo Bar e Carpaccio San Genaro e Del Maipo. Quintal adota sistema cashless, no qual você cacifa o cartão e com ele faz as compras, eliminando a circulação de dinheiro vivo no espaço.


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