Eixo capital

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Acompanhe a cobertura da política local com @anacampos_cb

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 26/12/2019 00:00

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A troca no comando da Terracap, ocorrida na véspera do Natal, é mais um movimento do governador Ibaneis Rocha (MDB) para manter em cargos estratégicos pessoas de sua confiança e não nomes do mundo político. Sai Gilberto Occhi (foto), ex-ministro da Saúde, da Integração Nacional, das Cidades. Entra o engenheiro Izídio Santos, que acompanha Ibaneis há mais de 20 anos em todas as obras realizadas pelo governador, vai assumir a presidência da Terracap. Luciano Carvalho de Oliveira, que era diretor da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), assume a Secretaria de Obras. Na semana passada, Ibaneis fez movimento semelhante na Cultura, Trocou Adão Cândido, uma indicação do Cidadania, pelo jornalista Bartolomeu Rodrigues, um amigo e assessor desde a OAB-DF.

Balançou e caiu

Gilberto Occhi já vinha balançando há um bom tempo. Ele não conseguiu focar suas ações na agenda do governo. Nunca foi um bom interlocutor com Ibaneis, numa área estratégica.



Falta de diálogo

A operação do Exército, Força Nacional e Gabinete de Segurança Institucional na penitenciária federal de segurança máxima em Brasília, na semana passada, mostrou a falta de diálogo na área de segurança entre os governos local e federal. A Secretaria de Segurança Pública do DF não foi consultada ou mesmo avisada oficialmente de que haveria uma ação em torno da vigilância para evitar fuga do líder do PCC, Marcos Camacho, o Marcola. O afastamento ocorreu principalmente pelas críticas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do governador Ibaneis Rocha pela transferência do criminoso para a capital. O problema é que, fora do presídio, a investigação sobre qualquer crime relacionado a Marcola, inclusive um plano de resgate, cabe à Polícia Civil do DF. Mas um trabalho conjunto seria fundamental.




Mais Rollembergs a caminho

A família Rollemberg vai crescer ainda mais em 2020. Três netas de Dona Teresa esperam bebês para o próximo ano, Clarissa, filha de Teresa Cristina, a nona filha, Luciana, de Carmem Teresa, a quarta, e Rafaela, de Maria Edith, a terceira dos 15 filhos. Com esses que estão a caminho, serão 42 netos e 39 bisnetos, além dos agregados. A matriarca segue firme reunindo uma família grande e unida.



À QUEIMA-ROUPA



Bartolomeu Rodrigues, Secretário de Cultura

Qual é a sua missão na Secretaria de Cultura? O que o governador Ibaneis Rocha pediu ao convidá-lo para essa batalha?
Antes de mais nada, sou bastante grato à confiança do governador. Minha preocupação inicial se resume a dois pontos: atender à expectativa do governo e, sobretudo, corresponder à expectativa da cidade e da comunidade cultural de Brasília que merece toda a atenção. Chego com muita humildade, com toda minha capacidade que quero desenvolver e congregar. A cultura, por natureza, envolve discussão e muito debate. Sou uma pessoa do diálogo. Estou preparado para conversar com toda a classe artística, sem discriminação.

Uma demanda da classe artística é por mais recursos para projetos do FAC. Vai ter dinheiro em 2020?
É de conhecimento de todos que houve problemas no FAC. É um assunto que inclusive é ponto central. Precisamos entender o que houve e procurar os gargalos desse problema. Vamos tentar desobstruir esses gargalos, mas com uma coisa em mente: a classe artística não ficará desamparada pelo FAC.

Uma das demandas dos moradores de Brasília é a reabertura do Teatro Nacional. É uma vergonha que esse espaço esteja fechado há mais de quatro anos. É uma herança ruim que precisa ser solucionada. Dá para fazer?
Isso não é um compromisso. É uma questão de honra. Não podemos chegar ao aniversário de 60 anos de Brasília sem o Teatro Nacional estar funcionando. Como vai funcionar, ainda não posso prometer. Mas posso dizer que é ponto de honra. O governador, durante a campanha, repetiu várias vezes. O Teatro Nacional, posso lhe garantir, vai ser reaberto. Nós ainda vamos fazer uma grande festa lá dentro.

A mudança de comando na Secretaria de Cultura vai atrapalhar a organização do aniversário de Brasília?
Não. Pelo contrário. Esse é um dos pontos que o governador falou comigo, para colocar um olhar. Ele disse: entra com vontade nessa questão porque não podemos decepcionar.
E o carnaval?
Também vamos priorizar. Sem deixar de apoiar as entidades carnavalescas, temos de priorizar o carnaval de rua. Eu vejo com muito carinho o carnaval de rua, envolvendo famílias. O papel do Estado é organizar. Mas não pode ser um Mecenas. É um estimulador, um incentivador da atividade. Os recursos não são inesgotáveis. Temos de incentivar a iniciativa privada a participar.

Um dos problemas na área de cultura são os shows, principalmente com execução de emendas parlamentares. Como evitar desvios e superfaturamentos de cachês de artistas?
Isso é fundamental. É outra coisa com a qual tenho uma preocupação muito grande. Há no DF e em outros estados. Mas esses shows vão participar de rigorosa fiscalização. Não vou permitir desvios. A minha secretaria não vai ser passagem desse tipo de coisa.

E o Museu da Bíblia, com um debate polêmico sobre o autor do projeto de construção. Como fica?
Brasília reúne o Brasil. Brasília é uma cidade de muitas línguas. É onde o Brasil se encontra. Temos de encarar de forma ecumênica.

Mas a polêmica tem relação com o projeto que não seria do Niemeyer. Há uma crítica do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU);
Tenho visto pela imprensa. O governador tem sensibilidade. Eu vou olhar isso aí e aconselhar o governador. Vou dar meu ponto de vista. Mas ainda preciso avaliar.

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