Show de luz e cor nas festas pelo país

Show de luz e cor nas festas pelo país

postado em 02/01/2020 00:00
 (foto: Fernando Maia/Riotur
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(foto: Fernando Maia/Riotur )


As festas de réveillon pelas cidades do Brasil mobilizaram milhões de pessoas, que assistiram a belos espetáculos pirotécnicos, como os tradicionais na Praia de Copacabana, no Rio, e na Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Em São Paulo, a promessa de fogos silenciosos não foi cumprida, resultando em multas. Também na capital paulista, duas pessoas ficaram feridas durante a festa. No Recife, dois assassinatos, após a virada, assustaram a população e, em Vila Velha (ES), um homem foi morto por causa de uma briga na beira da Praia da Costa.

O maior Réveillon do país, em Copacabana, recebeu 2,9 milhões de pessoas na virada para 2020, informou a Riotur, órgão de fomento ao turismo da prefeitura carioca. Shows, apresentações de DJs e a queima de 16,9 toneladas de fogos de artifício, que coloriram o céu por 14 minutos, animaram a noite. Apesar da multidão, não foram registrados incidentes graves. Segundo a prefeitura, 10 pessoas foram detidas por delitos, como furtos, e 653 pessoas atendidas nos postos médicos. O Rio recebeu 1,7 milhão de turistas nesta virada de ano, número recorde, segundo a Riotur.

O ano de 2020 foi recebido em Florianópolis com o tradicional show de fogos na Beira-Mar Norte e com a volta da Ponte Hercílio Luz, reaberta na segunda-feira, depois de 28 anos de interdição. Uma cascata no vão central da ponte fechou o espetáculo que marcou a virada de ano na capital catarinense.

Cerca de dois milhões de pessoas assistiram, durante 10 minutos, ao show pirotécnico, que deveria ser silencioso, na passagem do ano-novo na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo. Quem virou a noite de 1; de janeiro de 2020 foi o cantor Lulu Santos, que assumiu o comando após os shows de Anavitória e Marcos e Belutti. O público desta edição do evento superou o show da virada de 2019, que atraiu atraiu 1,9 milhão de pessoas ao local.

Ontem, a Prefeitura de São Paulo informou que irá multar a empresa responsável pela queima de fogos na Avenida Paulista durante o réveillon porque, na avaliação da gestão Bruno Covas (PSDB), os estampidos dos fogos ;foram maiores do que o acordado;. A Prefeitura, no entanto, não divulgou nenhum detalhe sobre a eventual multa e tampouco informou o nome da empresa punida.

O tema do barulho durante o uso de fogos de artifício tem origem em uma lei, sancionada em maio de 2018, que veda os sons altos nos artefatos pirotécnicos. A lei, aprovada pela Câmara Municipal, tinha como justificativa o fato de que o estampido dos fogos prejudica idosos, pessoas sensíveis e animais domésticos, como cães e previa multa de R$ 2 mil para quem soltasse fogos barulhentos na cidade.

Crimes
A festa na Paulista ocorreu de forma pacífica, mas, durante a madrugada, a Polícia Militar (PM) registrou dois casos de violência. Por volta das 4h30, uma mulher foi baleada na região do quadril por dois homens que, segundo testemunhas, estavam em um Chevrolet Astra prata. Ela estava na esquina das Ruas Peixoto Gomide e Frei Caneca. Na outra ocorrência, policiais socorreram um homem que estava ferido em estado grave e foi levado às pressas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital das Clínicas. O caso ocorreu também na Peixoto Gomide, mas na esquina com a Rua Barbosa Rodrigues.

Um homem foi morto a tiros no início da manhã de ontem, próximo ao palco montado para o réveillon 2020 do Recife, na praia do Pina, Zona Sul da cidade. De acordo com a PM, a vítima, que ainda não foi identificada, estava sentada em uma mesa quando um homem se aproximou e disparou três vezes. Outro homem foi morto com golpes de arma branca, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Segundo a Polícia Civil, Rafael de Souza da Silva, 23 anos, chegou a ser levado para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma briga terminou com tiros e morte após festa de réveillon na Praia da Costa, em Vila Velha (ES). O topógrafo Luiz Henrique Cordeira Araújo morreu após ser baleado. Parentes relataram que a confusão teve início após duas meninas chutarem garrafas de bebida do grupo da vítima.


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