Histórias de como é preciso entender o ser humano

Histórias de como é preciso entender o ser humano

postado em 12/01/2020 00:00
 (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)


Experiente no ensino fundamental e médio, a professora e pedagoga Rozane Mendonça Cardoso de Moraes, de 35 anos, que leciona língua português em Ceilândia, aproveitou o interesse dos alunos em jogos digitais para desenvolver habilidades escritas para alunos do 6; ao 9; ano no CEF 01, em Brazlândia.

Ela conseguiu associar o conteúdo convencional da aula a jogos de RPG. ;Tive resultados fantásticos, estimulando a produção de textos em várias plataformas;, diz. Rozane acabou criando um site com uma proposta de leitura e escrita por jogos de RPG on-line e em tabuleiro, que explora com os alunos.

Agora ela se prepara para apresentar os índices de melhoria na escola de Brazlândia em um seminário em Portugal. Este ano, Rozane vai lecionar para o ensino médio no CEF 16, também em Ceilândia.

Segundo Rozane, ser nativo digital não é garantia de saber aprender nesses meios. ;Quando a gente pede para o aluno produzir um texto em uma plataforma digital, fica perdido. Não adianta conhecer a tecnologia e não saber usar para produzir conteúdo, por exemplo. No começo, ele tem resistência. Mas nosso papel é ajudá-lo a criar, a compreender, a construir novos saberes e a interpretar o conhecimento;, ressalta.

O professor Ricardo Faustino Teles, 35, acumulou muito conhecimento técnico, mas teve que correr atrás de conhecimento pedagógico e sobre habilidades socioemocionais para lidar com alunos do câmpus de Samambaia, do Instituto Federal Brasília (IFB), onde é professor de processos de fabricação no curso técnico.

Formado em engenharia florestal, Teles fez carreira acadêmica com mestrado, doutorado e pós-doutorado, sempre na engenharia florestal. É um professor muito bem preparado para ensinar os alunos de 15 e 16 anos a desenvolver projetos de móveis e design com produtos florestais, mas sentiu falta de conhecimento sobre como ensinar e lidar com os estudantes.

;Sentia falta de conhecer mais sobre pedagogia associada a jovens e adultos. Como sou bacharel, não tive a formação pedagógica que os licenciados recebem;, destaca. Teles nasceu em uma família de professores. E mesmo tendo direcionado sua carreira acadêmica para a engenharia florestal, acabou fisgado pela docência.

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