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postado em 27/01/2020 00:00
Damares
A leitura dessa entrevista me entristeceu, mas me obrigou a fazer uma reflexão sobre o visível desastre que está em curso, sob a gestão da ministra Damares Alves. É pública a informação de que a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos foi vítima de abuso sexual quando menina (seu sofrimento foi relatado em obra onde ela afirma ter visto Jesus num pé de goiaba, instantes antes de tentar suicídio, para fugir das agressões). Lendo a política pública sobre a abstinência sexual, nota-se claramente que ela não superou o trauma e se considera culpada dos abusos. Um caso evidente para retorno a um consultório de psicologia, pelo menos. Além disso, a ministra é pastora evangélica de uma igreja ortodoxa que, no campo do comportamento social, faz lavagem cerebral nas mulheres. É por essa razão que existe a extrapolação de um triste contexto estritamente pessoal conjugado com juízos de valor para a esfera estatal de forma tão irresponsável. A ministra Damares, com a sua equipe, está criando campo para a criminalização da mulher, com propostas que ferem o bom senso e criam severos custos para as áreas de educação, saúde e segurança pública, no curto, no médio e no longo prazos. O que precisamos é de uma política séria que ensine as nossas crianças e adolescentes a conhecerem o próprio corpo e a se defenderem, nos padrões dos ótimos materiais da União Europeia. Precisamos de informações sobre como identificar e avisar as autoridades sobre quem pratica a pedofilia. Precisamos de cuidado efetivo para todo ser humano vítima de violência sexual, sobremaneira a mulher, com uso, inclusive, do recurso de contracepção de emergência e aborto, sim, no caso de uma gravidez nata na violência. Precisamos de gente que leve a sério o abuso sexual da nossa infância, que sobrevive da miséria. Precisamos de gente que leve a sério a questão das doenças sexualmente transmissíveis, inclusive dentro do sistema penitenciário, e apoie, sem juízos de valor, todas as iniciativas consagradas de prevenção (distribuindo inclusive os preservativos que são produzidos na fábrica de preservativos de látex do governo brasileiro, que fica no Acre). Nós precisamos de mulheres que não ajam como bobas da corte por meio da criação sistemática de polêmicas, para sustentar um governo visivelmente descarrilhado. Precisamos de profissionais de alto nível, que entreguem resultados positivos para a nossa sociedade, e não retrocessos.
; Mara Freitas,
Brasília


Chuva
Quando as chuvas são intensas na maior parte do país, as tragédias chegam pontualmente com a mudança da estação. Os mineiros amargam o luto pela morte de mais de 40 pessoas e pelo desaparecimento de quase duas dezenas devido aos temporais que caem na zona metropolitana de Belo Horizonte. O que ocorre na capital mineira se repete em outras capitais e, cinicamente, os detentores do poder chegam às telinhas para lamentar. Ora, lamento não ressuscita ninguém. Os cidadãos são os que lamentam as péssimas escolhas que fizeram na política. As áreas de riscos são mapeadas, mas nada é feito para eliminar essas regiões, pois não há política habitacional para quem é miserável. Os poderosos gostam de aparecer nas fotos ao lado dos megaempresários do ramo imobiliário e destinar áreas públicas para os empreendimentos destinados à classe A. Aqueles que estão na base da pirâmide socioeconômica que se danem. Essa parcela só tem importância em período eleitoral. Abertas as urnas, ela volta para o baú do esquecimento, pois as promessas feitas não serão cumpridas.
; Paulo Américo Santos,
Águas Claras


Cheque especial
Concordo com a nova regra sobre juros do cheque especial. Mas discordo frontalmente dessa tarifa de 0,25% para limites de crédito superiores a R$ 500. Com certeza, o limite de crédito oferecido pelos bancos só incentiva o consumo, por meio do uso de cartão de crédito. Outrossim, é evidente que a economia brasileira precisa de mais consumidores. Nesse contexto, eu só quero entender a eficácia da cobrança dessa tarifa para a economia do país. Ou se trata de uma uma excrescência, desta vez, jurídica e econômica criada pelos tecnocratas de plantão no governo. O tempo melhor dirá.
; Domingos Sávio de Arruda,
Asa Norte

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