Focado na cidade

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Com motor econômico e vários porta-objetos, o modelo pode ser uma opção para quem busca simplificar a vida

João Fusquine
postado em 18/06/2020 00:00
 (foto: João Fusquine/VRUM)
(foto: João Fusquine/VRUM)
Vamos imaginar que você esteja de olho em cortar gastos. O principal alvo dessa redução é um possível carro. Caso a sua rotina seja acordar cedo, ir ao trabalho, dar uma passadinha no mercado e, quase sempre, sozinho, temos uma dica: o scooter Honda Elite 125.

A maior virtude do modelo é a agilidade no trânsito e a praticidade. Basta sentar, ligar a ignição e acelerar. O freio dianteiro fica posicionado no lado direito e o traseiro, no esquerdo. Para ajudar mais ainda, o câmbio é automático CVT. Nada de embreagem para se preocupar.

Esse modelo de scooter é montado com piso plano. E isso muda bastante a dinâmica de pilotagem, em relação às motos, mas em poucas quadras você se adapta.

O banco não é o suprassumo do conforto. Apesar de largo, merece uma espuma mais macia. Já o garupa conta com um apoio estreito para os pés. Em compensação, a alça traseira, para as mãos, é grande e firme.

Embaixo do banco, temos um porta-objetos de 20 litros, suficiente, apenas, para um capacete. Para guardar carteira, documento, luvas e máscara ; itens importantes em tempos de pandemia ; sobra espaço. Ainda há dois porta-objetos, abaixo do guidão, e um gancho para segurar mochilas e sacolas. Um artifício simples , mas muito útil.

No quesito design, o Elite agrada aos olhos. Traz farol e luzes diurnas (DRL) em led. Entretanto, os piscas e a lanterna possuem lâmpadas convencionais. Um equipamento legal é o painel 100% digital com velocímetro, hodômetro, relógio e marcador do nível do combustível.

No dia a dia, o Elite cumpre o que promete. A aceleração é suave e progressiva e os freios fazem bem o dever de casa. O dianteiro é a disco e o traseiro, a tambor. Em vez do sistema ABS, o scooter, por ser um modelo de entrada da Honda, conta com o CBS (Combined Break System). Ao pressionar a manete do freio traseiro, o sistema aciona o disco dianteiro automaticamente. O resultado é mais segurança, principalmente para os iniciantes no mundo das duas rodas ; como eu.

Por falar em rodas, elas têm 12 polegadas na frente e 10 polegadas atrás.

Se o asfalto não for lisinho, você vai sentir cada desnível diretamente na coluna. A suspensão conta com 90mm de curso na dianteira e 70mm na traseira.

Acoplado à suspensão e atrás do piloto, fica o motor monocilíndrico de quatro tempos e arrefecido a ar. Com 125 cilindradas, 9,3cv de potência, a 7.500 giros, e 1,05kgfm de torque, aos 6.000rpm, o scooter desenvolve bem nas retas, mas carece de fôlego nas subidas. Até mesmo na EPTG (via de trânsito rápido de Brasília), o limite dos 80km/h só alcançado se você puxar o acelerador ao máximo. Em rodovias planas, dá pra chegar aos 104km/h.

O lado bom disso tudo é o baixo consumo de combustível. Em nosso teste, conseguimos média de 40km/l. A promessa da montadora é alcançar até 54km/l. Vai depender da sua pressa.

Ainda falando sobre o seu bolso, o scooter é vendido com três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e sete trocas de óleo grátis. A primeira revisão, com 1.000km, custa R$ 127 e a mais cara, aos 24.000km, R$ 887. Nesse último caso, é quando os mecânicos fazem a substituição da correia da transmissão automática, além dos outros ajustes recomendados pela marca.

Resumo da ópera: o Honda Elite pode ser um bom negócio para quem precisa se deslocar, dentro da cidade, com economia. É leve, fácil de pilotar, barato de manter e bonito de olhar.

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