Três perguntas para

Três perguntas para

postado em 05/07/2020 00:00
 (foto: Carlos Baptista/Divulgação)
(foto: Carlos Baptista/Divulgação)


Susanne Andrade,
sócia-diretora da A Consultoria e Desenvolvimento Humano, especialista em desenvolvimento humano e autora dos best-sellers O poder da simplicidade no mundo ágil (Editora Gente) e O segredo do sucesso é ser humano


A senhora acredita que o home office continuará sendo uma tendência após o fim do isolamento social? Por quê?
Na verdade, já é uma realidade para muitas empresas. Várias anunciaram home office até 31 de dezembro e avisaram que, provavelmente, continuarão com o trabalho remoto até 2021 e avaliarão uma continuidade dali para frente. Esse formato é tendência principalmente para companhias de nichos que perceberam um aumento de produtividade com a trabalho a distância, como as áreas financeira e de tecnologia. Então, companhias como a Nubank e a XP, por exemplo, já anunciaram o home office até o fim do ano (para os setores em que isso é possível).

Muitas empresas tiveram que adotar um home office forçado, mesmo que não estivessem preparadas para o trabalho remoto. Quais lições elas podem tirar dessa experiência?
Mesmo as empresas que adotavam home office algumas vezes por semana antes da pandemia não estavam 100% preparadas. Ninguém estava 100% preparado. Muitas organizações tiveram que se reinventar, sendo que, para algumas, foi mais fácil, mas, para outras, o modelo foi uma novidade. Então, nessa perspectiva, quais são as principais lições? Eu diria que há duas: a primeira é que não dá mais para adiar a transformação digital, ela já é uma realidade. O segundo ponto é que devemos começar a olhar para novos horizontes e modelos de negócios.

Quais são as dicas para um líder gerenciar equipes a distância? Que recursos ele deve utilizar?
Existem muitas ferramentas digitais hoje que ajudam a ter uma gestão a distância, permitindo, por exemplo, o compartilhamento de arquivos e documentos. Mas, para além disso, o líder deve se fazer presente por meio de contatos diários. Ele precisa estar presente como parceiro. Algo que tem funcionado bem para várias empresas é o happy hour virtual. Em uma sexta-feira, no fim do dia, por exemplo, os colaboradores marcam uma videochamada, em que cada um está com sua pizza e seu vinho, de forma descontraída. Isso ajuda a engajar a equipe, e os colaboradores se sentem mais valorizados e motivados.


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