Um ato solidário e seguro

Um ato solidário e seguro

Mesmo durante a pandemia de coronavírus, as doações de sangue continuam essenciais para salvar vidas. Por segurança, o hemocentro tem feito agendamento. Saiba por que doar é tão importante

Por Renata Rusky
postado em 05/07/2020 00:00
Um dos vários efeitos da pandemia do coronavírus foi a diminuição das doações de sangue em hemocentros de todo o país. ;Isso é preocupante porque as outras doenças ainda existem, como câncer, e tem gente fazendo transplante, hemodiálise e sofrendo acidentes;, afirma a hematologista Maria Goretti de Araújo.

No entanto, o medo das pessoas de entrarem em um ambiente hospitalar desestimula a atitude tão importante para o sistema de saúde. Para driblar o risco e garantir mais segurança aos doadores, os hemocentros estão adotando medidas como agendamento. Além disso, exige-se o uso de máscara.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que um país tenha um estoque adequado de sangue, ele deve contar com 3% a 5% de sua população de doadores regulares. Para a Organização Pan-Americana de Saúde, 2% já seria suficiente. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, esse percentual não foi atendido. Aqui, apenas 1,6% da população é doadora.

Em Brasília, estima-se que 1,8% da população seja doadora de sangue. Segundo o diretor-executivo da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), Alexandre Nonino, no início da pandemia, as doações se mantiveram estáveis, seguidas por uma redução discreta. ;Nas últimas semanas, porém, tivemos uma queda de cerca de 30%. Na última semana, conseguimos aumentar um pouco, graças à comunicação, mas é algo que precisamos sempre incentivar;, afirma.

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