Fundador da Ricardo Eletro depõe e é solto

Fundador da Ricardo Eletro depõe e é solto

postado em 10/07/2020 00:00

O empresário Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro, foi solto pela Justiça, ontem, depois de prestar depoimento sobre as investigações relacionadas à Operação Direto com o Dono. Ele foi preso, na última quarta-feira, em São Paulo, acusado de encabeçar um esquema no qual a rede de lojas cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não repassava o valor ao estado de Minas.


Ricardo foi preso em São Paulo, trazido para Belo Horizonte e prestou depoimento de manhã. Em nota, a defesa do empresário disse que ;o Ministério Público comete um equívoco muito grave ao confundir a pessoa física do Ricardo e os seus negócios com o patrimônio e as atividades de outros membros da família;. O MP de Minas esclareceu que a empresa está em situação de recuperação extrajudicial, o que a deixa sem condições de pagar dívidas.


Resultado de força-tarefa composta pelo MPMG, pela Receita Estadual de Minas e pela Polícia Civil, a operação foi realizada para combater sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A filha do empresário, Laura, e o superintendente da rede de lojas, Pedro Daniel, também foram alcançados, mas tiveram as prisões revogadas ainda na quarta-feira depois que prestaram depoimento ;; e, segundo os promotores, ;contribuído com as investigações;.

R$ 400 milhões
Além dos três mandados de prisão, a operação cumpriu também 14 mandados de busca e apreensão ;; em Minas, nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima, e, em São Paulo, na capital e em Santo André. Segundo as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados do fisco mineiro.
De acordo com o delegado Vitor Abdala, Ricardo ;se apropriou indevidamente do tributo. Em contrapartida, seu patrimônio só cresceu;. Disse ainda que documentos, computadores e celulares foram apreendidos. Já o superintendente regional da Secretaria de Fazenda em Contagem, Antonio de Castro Vaz, assegurou que a Ricardo Eletro vinha omitindo recolhimento de ICMS há quase uma década.


Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens imóveis de Ricardo, avaliados em aproximadamente R$ 60 milhões, para ressarcir danos ao erário mineiro. De acordo com a força-tarefa, a pena do crime tributário pode chegar a dois anos de reclusão e por lavagem de dinheiro varia de três a 10 anos de reclusão.

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