O Irã pagou ao Talibã para atacar americanos, segundo CNN

A CNN disse que os Estados Unidos identificaram pagamentos ligados a seis ataques no ano passado, incluindo um ocorrido em dezembro contra um prédio próximo à Base Aérea de Bagram, perto de Cabul

Agência France-Presse
postado em 17/08/2020 16:12 / atualizado em 17/08/2020 16:47
Soldado do Exército Nacional Afegão (ANA) enquanto prisioneiros talibãs são libertados da prisão de Bagram, em um posto de controle no distrito de Bagram, na província de Parwan, no Afeganistão, em 26 de maio de 2020 -  (foto: WAKIL KOHSAR/AFP)
Soldado do Exército Nacional Afegão (ANA) enquanto prisioneiros talibãs são libertados da prisão de Bagram, em um posto de controle no distrito de Bagram, na província de Parwan, no Afeganistão, em 26 de maio de 2020 - (foto: WAKIL KOHSAR/AFP)

O Irã ofereceu recompensas ao Talibã para atacar soldados americanos e da coalizão internacional no Afeganistão, da mesma forma que a Rússia teria feito, informou a CNN nesta segunda-feira (17/8), citando fontes de inteligência militar.

A CNN disse que os Estados Unidos identificaram pagamentos ligados a seis ataques no ano passado, incluindo um ocorrido em dezembro contra um prédio próximo à Base Aérea de Bagram, perto de Cabul.

O ataque, que segundo a reportagem da CNN deixou dois civis afegãos mortos e quatro americanos feridos, paralisou temporariamente as negociações entre os Estados Unidos e o Talibã.

Em nota, o Departamento de Defesa não confirmou nem negou as informações da rede de televisão.

O major Rob Lodewick, porta-voz do Pentágono, afirmou que a instituição não revela detalhes de discussões internas de inteligência.

No entanto, indicou que o Departamento de Defesa "exigiu reiteradamente, tanto publicamente como em particular, que o Irã abandonasse seu comportamento perverso e desestabilizador no Oriente Médio e no mundo".

"A influência prejudicial do Irã busca minar o processo de paz afegão e fortalecer a violência e a instabilidade", acrescentou.

Rússia

Em junho, vários meios de comunicação nos Estados Unidos informaram que os serviços de inteligência concluíram que a Rússia havia oferecido recompensas pela morte de soldados americanos no Afeganistão.

As reportagens não foram contestadas pelas hierarquias governamentais, mas algumas indicaram que se baseavam em informações inconclusivas.

A questão se tornou política depois que o presidente Donald Trump negou ter sido informado sobre a situação.


 

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