Cuba anuncia teste clínico de vacina

Correiro Braziliense
postado em 20/08/2020 06:00
 (foto: Yamil Lage/AFP)
(foto: Yamil Lage/AFP)

Mais uma vacina contra a covid-19 começa a ser testada em humanos. Autoridades sanitárias de Cuba anunciaram a autorização do ensaio clínico em 676 pessoas, de 19 a 80 anos, da imunização batizada de Soberana 01. Os candidatos começarão a ser recrutados em 24 de agosto, e a primeira fase deve ser concluída em janeiro, com resultados publicados na segunda semana de fevereiro.
“Embora haja vacinas de outros países, precisamos das nossas para ter soberania”, disse o chefe da Epidemiologia Cubana, Francisco Durán. Segundo ele, a expectativa é de que o país tenha acesso à vacina no primeiro trimestre de 2021. Com 11 milhões de habitantes, a ilha conseguiu conter a pandemia de coronavírus, com 3.408 casos, 88 mortos e 2.794 curados.
O mapeamento e o isolamento de pacientes assintomáticos são apontados como medidas que surtiram bons resultados. Um surto recente, porém, obrigou as autoridades a reforçarem as medidas de proteção em Havana. No sábado, autoridades russas relataram avanços na produção da vacina Sputnik V e chegaram a manifestar a intenção de produzi-la com Cuba. No entanto, a ilha socialista não se pronunciou oficialmente sobre a oferta.

Papa

No Vaticano, o papa Francisco pediu, ontem, que as futuras vacinas contra o coronavírus não se destinem primeiro “aos mais ricos”, em um momento em que a pandemia não para de aumentar as desigualdades no mundo. “Seria triste se a prioridade da vacina da covid-19 fosse dada aos mais ricos. Seria triste se isso se transformasse na prioridade de uma nação e não fosse destinada a todos”, continuou.
Segundo Francisco, a “pandemia expôs a difícil situação dos pobres e a grande desigualdade que reina no mundo”. “O vírus não tem exceções e encontrou grandes desigualdades e discriminações em seu caminho devastador e as fez crescer”, lamentou o papa. Para o líder religioso, a batalha atual deve ser travada em duas frentes: “Por um lado, é preciso encontrar um remédio para esse vírus minúsculo, mas terrível que colocou o mundo de joelhos. Por outro, temos que nos curar de um vírus muito grande, o da injustiça social.”

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