Envenenamento

Empresário próximo ao presidente Vladimir Putin promete "arruinar" Navalny

Navalny e sua equipe denunciam a corrupção das elites russas com a publicação de investigações que são lidas por milhões de pessoas nas redes sociais

Agência France-Presse
postado em 26/08/2020 08:54 / atualizado em 26/08/2020 08:55
Nesta foto de arquivo, o líder da oposição russa Alexei Navalny faz um discurso durante uma manifestação em Moscou. -  (foto: Yuri KADOBNOV / AFP)
Nesta foto de arquivo, o líder da oposição russa Alexei Navalny faz um discurso durante uma manifestação em Moscou. - (foto: Yuri KADOBNOV / AFP)

Yevgeny Prigozhin, um polêmico empresário próximo ao presidente russo Vladimir Putin, prometeu nesta quarta-feira "arruinar" o opositor Alexei Navalny, que permanece em estado de coma em Berlim depois de um suposto envenenamento.

Prigozhin, também conhecido como o "cozinheiro de Putin", já que sua empresa de restaurantes Concord trabalhou para o Kremlin, é suspeito de envolvimento com uma "fábrica de trols" que Washington acusa de tentar influenciar as eleições americanas e também com o grupo de mercenários Wagner.

Prigozhin tem a intenção de obter o pagamento de 88 milhões de rublos (1,17 milhão de dólares) de Navalny e seu aliado Liubov Sobol pelos supostos prejuízos provocados pela publicação de uma das investigações do opositor, informou a assessoria de imprensa da Concord.

"Tenho a intenção de arruinar este grupo de pessoas sem escrúpulos", afirmou Prigozhin em um comunicado da empresa.

Ele indicou que uma empresa de restaurantes em escolas, que assinou um acordo com a Concord, foi prejudicada após a publicação de um vídeo de Navalny.

"Se Navalny entregar sua alma a Deus, não tenho a intenção de persegui-lo neste mundo (...). Se sobreviver, terá que responder ao rigor da lei russa", acrescentou.

Navalny e sua equipe denunciam a corrupção das elites russas com a publicação de investigações que são lidas por milhões de pessoas nas redes sociais.

O principal opositor do Kremlin segue hospitalizado em Berlim, onde os médicos alemães afirmaram ter encontrado "sinais de envenenamento" em seu organismo.

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