Cinema

Amigos e admiradores destacam o legado de Chadwick Boseman

Amigos e admiradores destacam o legado de Chadwick Boseman, que morreu de câncer, aos 43 anos. Imortalizado em Pantera Negra, ele inspirou gerações

Correio Braziliense
postado em 30/08/2020 07:00
 (foto: Marvel Studios/ Divulgação)
(foto: Marvel Studios/ Divulgação)

Fãs, artistas e celebridades usaram as redes sociais para homenagear o ator norte-americano Chadwick Boseman, que morreu de câncer de cólon aos 43 anos na sexta-feira. A morte do artista, primeiro negro a interpretar um super-herói como protagonista em um filme do universo Marvel, pegou de surpresa até mesmo colegas de profissão de Boseman, que jamais falou publicamente sobre a doença, diagnosticada em 2016. O tumor não o impediu de continuar trabalhando — desde então, participou de oito filmes —, feito que foi louvado em comentários no Twitter, no Instagram e no Facebook. O último trabalho do astro, Ma Rainey´s Black Bottom, estrelado por Viola Davis, ainda não foi exibido.

“Chadwick veio para a Casa Branca para se encontrar com crianças quando estava interpretando Jackie Robinson. Você poderia dizer imediatamente que ele era abençoado. Por ser jovem, talentoso e negro; por usar esse poder para dar-lhes heróis para admirar; fazer tudo isso enquanto sentia dor”, escreveu o ex-presidente norte-americano Barack Obama. Boseman interpretou o icônico jogador de beisebol negro em 42: A História de uma Lenda, em 2013, no início da carreira, quando também encarnou no cinema o ídolo James Brown, em Get on Up. Candidato à Casa Branca, o democrata Joe Biden destacou no Twitter: “O verdadeiro poder de @chadwickboseman era maior do que qualquer coisa que já vimos na tela. Do Pantera Negra a Jackie Robinson, ele inspirou gerações e lhes mostrou que podem ser o que quiserem, até mesmo super-heróis”.

O maior sucesso na carreira de Boseman foi o super-herói Pantera Negra, que concorreu ao Oscar de melhor filme e arrecadou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo em 2018. Kevin Feige, presidente da Marvel, divulgou um comunicado em que diz que a morte de Chadwick é devastadora: “Ninguém era melhor em trazer grandes homens à vida. Ele era esperto, gentil, poderoso e forte quanto qualquer pessoa que ele interpretou.”

O personagem T’Challa, rei e protetor de Wakanda, foi o primeiro super-herói negro dos quadrinhos norte-americanos. O filme da Marvel foi elogiado por mostrar um país africano próspero, que acolhe refugiados e estende sua cultura e tecnologia às nações mais pobres. Boseman, que voltaria a interpretar o papel em uma continuação prevista para 2022, fez questão de usar o sotaque sul-africano em suas falas. A morte do ator coincidiu com o aniversário da Grande Marcha de Martin Luther King contra o racismo. O filho do pacifista, Martin Luther King III, escreveu no Twitter: “Como Pantera Negra, ele também foi um super-herói para muitos”.

Ontem, o piloto britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, dedicou a Boseman a “pole position” do GP da Bélgica. “É uma pole especial para mim”, afirmou o primeiro piloto negro da história da F1. Artistas brasileiros também se manifestaram: “Ele se tornou o rosto de um mundo ideal. O rosto do sonho por uma Wakanda”, tuitou o ator Lázaro Ramos.

Chadwick Aaron Boseman nasceu no estado da Carolina do Sul em novembro de 1976, e tinha ascendência em Serra Leoa. Em 2008, mudou-se de Nova York para Los Angeles, para tentar a carreira de ator. Avesso ao título de celebridade, conduziu com discrição a vida pessoal. No ano passado, casou-se com a cantora de jazz Taylor Simone Ledward, com quem estava desde 2015.

 

“Ninguém era melhor em trazer grandes homens à vida. Ele era esperto, gentil, poderoso e forte quanto qualquer pessoa que ele interpretou” 
Kevin Feige, presidente da Marvel

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