Violência

Homem negro que andava de bicicleta é morto pela polícia em Los Angeles

Segundo as autoridades, o homem andava de bicicleta na tarde de segunda-feira quando policiais tentaram prendê-lo por uma infração de trânsito

Agência France-Presse
postado em 01/09/2020 12:58 / atualizado em 01/09/2020 13:06
Vista aérea do novo mural permanente 'All Black Lives Matter (Todas Vidas Negras Importam)' depois de ter sido pintado no Hollywood Boulevard em 28 de agosto de 2020 em Los Angeles, Califórnia. -  (foto: Mario Tama / Getty Images / AFP)
Vista aérea do novo mural permanente 'All Black Lives Matter (Todas Vidas Negras Importam)' depois de ter sido pintado no Hollywood Boulevard em 28 de agosto de 2020 em Los Angeles, Califórnia. - (foto: Mario Tama / Getty Images / AFP)

Um homem negro foi morto na segunda-feira (31/8) em Los Angeles pela polícia, que afirma que ele tinha uma arma mas que jogou fora durante a operação, em um clima geral de tensão e desconfiança em relação às forças de ordem, após vários casos de violência policial contra afro-americanos.

De "cerca de trinta anos", o homem andava de bicicleta na tarde de segunda-feira quando policiais tentaram prendê-lo por uma infração de trânsito, disse em coletiva de imprensa o tenente Brandon Dean do gabinete do xerife do condado de Los Angeles.

Segundo as autoridades, o homem "fugiu correndo" deixando sua bicicleta para trás e, quando os policiais conseguiram prendê-lo, ele acertou um deles no rosto. Nesse momento, deixou cair várias peças de roupa que carregava consigo.

"Os policiais notaram que dentro da pilha de roupas havia uma pistola semiautomática preta", acrescentou Dean.

Esse foi o momento em que os agentes dispararam. O homem, alvejado por várias balas, morreu no local.

As autoridades não especificaram se o homem estava procurando sua arma quando recebeu os disparos. Dean informou que foi aberta uma investigação sobre o caso.

Segundo a imprensa local, quase 100 pessoas se reuniram no local na noite de segunda-feira para exigir justiça.

Os Estados Unidos têm sido palco de uma onda de protestos antirracistas após a morte de George Floyd em maio, um homem negro sufocado pelos joelhos de um policial branco em Minneapolis. As manifestações voltaram a ganhar força na semana passada depois que outro policial branco disparou sete vezes à queima-roupa contra um homem negro, Jacob Blake, em Kenosha, Wisconsin.

O presidente Donald Trump, que nesta terça-feira (1°) visita essa pequena cidade, não planeja encontrar a família de Jacob Blake, que ficou paraplégico por esse novo aparente caso de abuso policial.

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