Diplomacia

Pompeo anuncia que embaixador americano na China deixará o cargo

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, agradeceu o embaixador por seus serviços pelo twitter

Agência France-Presse
postado em 14/09/2020 08:59 / atualizado em 14/09/2020 09:02
Esta foto de arquivo tirada em 10 de janeiro de 2019 mostra o Embaixador dos EUA na China, Terry Branstad. -  (crédito: Mark Schiefelbein / POOL / AFP)
Esta foto de arquivo tirada em 10 de janeiro de 2019 mostra o Embaixador dos EUA na China, Terry Branstad. - (crédito: Mark Schiefelbein / POOL / AFP)

O embaixador dos Estados Unidos na China, Terry Branstad, deixará o cargo - anunciou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Em um tuíte, no qual agradeceu a Branstad por seus serviços, Pompeo afirmou que o embaixador "contribuiu para reequilibrar as relações entre Estados Unidos e China, para que estejam orientadas para resultados, sejam recíprocas e justas".

A embaixada dos Estados Unidos em Pequim confirmou a saída do diplomata e informou que ele deixará a China no próximo mês.

No cargo desde maio de 2017, Branstad informou a decisão na semana passada ao presidente americano, Donald Trump, mas não apresentou explicações sobre sua saída.

"Estou muito orgulhoso de nosso trabalho para alcançar o acordo comercial da Fase Um e conseguir resultados concretos para nossas comunidades", afirmou no comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que não recebeu a notificação sobre a saída.

Branstad, de 73 anos e ex-governador de Iowa, foi embaixador na China durante um período marcado pela tensão entre Washington e Pequim pelo comércio, questões territoriais, a pandemia de coronavírus e os distúrbios em Hong Kong.

Em junho, foi convocado por Pequim, depois que o presidente Trump assinou uma lei que abriu o caminho para sanções a Hong Kong. O Ministério chinês das Relações Exteriores classificou a decisão como uma "grave interferência nos assuntos internos".

No ano passado, Branstad pediu a Pequim o início de um "diálogo substancial" com o Dalai Lama, durante uma visita ao Tibete, região em que o governo chinês é acusado de repressão.

Um dos primeiros partidários da candidatura de Trump à Casa Branca em 2016, o diplomata foi nomeado pouco depois das eleições.

Na ocasião, a equipe de transição do presidente elogiou seu "tremendo conhecimento da China e do povo chinês".

A equipe anunciou que ele tinha uma relação de longa data com o presidente chinês, Xi Jinping, que conheceu na década de 1980.

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