Pandemia

Nova York adia novamente o retorno presencial às escolas

As aulas presenciais deveriam começar de uma a três vezes por semana, inicialmente em 10 de setembro e depois em 21 de setembro

Agência France-Presse
postado em 17/09/2020 16:32
 (crédito: Mariana Silva/Esp. CB/D.A. Press)
(crédito: Mariana Silva/Esp. CB/D.A. Press)

Nova York, Estados Unidos - Nova York, única grande cidade americana que planeja uma volta presencial às aulas, adiou a data do retorno às escolas pela segunda vez nesta quinta-feira(17) devido a preocupações do sindicato dos professores.

As aulas presenciais no maior distrito escolar dos Estados Unidos, com 1,1 milhão de alunos, deveriam começar de uma a três vezes por semana, inicialmente em 10 de setembro e depois em 21 de setembro. Mas apenas os alunos da pré-escolar devem retornar na data prevista, anunciou o prefeito Bill de Blasio em entrevista coletiva.

Os alunos do ensino fundamental devem retornar a partir de 29 de setembro e os alunos do ensino médio a partir de 1º de outubro.

O sindicato Federação Unida de Professores (UFT) disse em sua conta no Twitter que seus membros encontraram "milhares de problemas operacionais" nas escolas e que a "enorme escassez de professores" teria tornado a reabertura em 21 de setembro "um fiasco".

Algumas escolas ainda apresentam problemas de ventilação nas salas de aula ou de conexão com a Internet. Uma mãe relatou esta semana que um hacker acessou a aula online de seu filho e divulgou imagens pornográficas.

Temerosos de que as escolas não sejam seguras e que seus filhos sejam acometidos pela covid-19, 42% dos pais optaram por ensino totalmente à distância para seus filhos, um número que cresceu 15% nas últimas duas semanas.

Os sindicatos dizem que não há professores suficientes para ensinar tantas crianças online. Há "preocupações reais", admitiu De Blasio em uma entrevista coletiva, embora tenha insistido que "nada substitui o ensino presencial".

O prefeito anunciou que a cidade vai contratar mais 2.500 professores, além dos 2.000 novos professores contratados nesta semana. "Este é um número que nos dá o que achamos que precisamos para começar", disse ele.

Mas os sindicatos dizem que é preciso contratar 10.000, então, ainda haveria uma falta de 5.500 professores. Educadores também indicaram que o governo municipal não conseguiu rastrear os contatos dos poucos professores que testaram positivo para o vírus, cerca de 60 de um total de 17.000.

Por meio de um acordo com o sindicato do UFT, a cidade irá selecionar de 10 a 20% dos alunos e funcionários de cada escola uma vez por mês, a partir de outubro. Se a taxa de contágio em Nova York ultrapassar 3% - atualmente é inferior a 1% - as escolas terão que fechar.

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