Diplomacia

Pentágono promete ajudar Israel a manter superioridade militar

Caso os Estados Unidos passem a vender aviões de guerra F-35 a outros aliados na região, a vantagem militar de Israel sobre os vizinhos pode ser prejudicada

Agência France-Presse
postado em 23/09/2020 10:59 / atualizado em 23/09/2020 11:00
O secretário de defesa dos Estados Unidos, Mark Esper (E), dá as boas-vindas ao ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, durante um cordão de honra no Pentágono em 22 de setembro de 2020 em Washington, DC. -  (crédito: Olivier DOULIERY / AFP)
O secretário de defesa dos Estados Unidos, Mark Esper (E), dá as boas-vindas ao ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, durante um cordão de honra no Pentágono em 22 de setembro de 2020 em Washington, DC. - (crédito: Olivier DOULIERY / AFP)

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, prometeu nesta terça-feira (22/9) ajudar a manter a superioridade militar de Israel no Oriente Médio, em meio a preocupações do Estado hebraico com uma possível venda de caças americanos F-35 aos Emirados Árabes Unidos.

"Um dos pilares de nossa relação de defesa é preservar a vantagem militar qualitativa de Israel na região", declarou Esper ao dar às boas-vindas no Pentágono ao ministro da Defesa israelense, Benny Gantz.

"Os Estados Unidos estão comprometidos com isso, e o Departamento de Defesa está comprometido com esse imperativo. Continuaremos apoiando a política americana de longa data de manter a segurança de Israel", declarou Esper.

A dúvida sobre se Washington irá vender os caças aos Emirados Árabes Unidos foi uma sombra na cerimônia realizada na semana passada na Casa Branca, onde foram sacramentados os acordos de normalização das relações diplomáticas de Israel com os Emirados e o Bahrein.

O presidente Donald Trump declarou durante o evento que não teria "nenhum problema" em vender aviões de guerra F-35 aos Emirados Árabes Unidos, apesar das objeções de Israel.

Israel se opõe há anos à venda de caças a qualquer outro aliado dos Estados Unidos na região, incluindo Jordânia e Egito, que reconhecem o Estado hebraico.

Uma venda deste porte prejudicaria a vantagem militar de Israel sobre os vizinhos.

Desde a década de 1960, os Estados Unidos defendem a "vantagem militar qualitativa" (QME) de Israel no Oriente Médio, um conceito formalizado pelo Congresso americano.

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