Curtas

Correio Braziliense
postado em 29/09/2020 23:03

O descanso da juíza...
A juíza norte-americana Ruth Bader Ginsburg — um ícone progressista e feminista, cuja sucessão à Suprema Corte deflagrou intensa batalha política — foi sepultada, ontem, no Cemitério Nacional de Arlington, perto de Washington. O enterro da magistrada, falecida em 18 de setembro, aos 87 anos, ocorreu durante cerimônia familiar particular, no cemitério militar onde se encontra o corpo do presidente John F. Kennedy. Ginsburg recebeu uma homenagem solene final na sexta-feira no Capitólio dos Estados Unidos em Washington, na presença do candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, e sua companheira de chapa, Kamala Harris. O presidente Donald Trump indicou Amy Barrett para preencher a vaga deixada em aberto na Suprema Corte.


...e a ofensiva da sucessora
A indicada à vaga de Ginsburg na Suprema Corte de Justiça, Amy Coney Barrett, reuniu-se, ontem, com senadores republicanos para preparar o voto de confirmação que o partido governista espera realizar antes da eleição de 3 de novembro. Barrett, uma conservadora de 48 anos, teve uma reunião com o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell (foto), além de várias outras entrevistas agendadas, incluindo uma com Lindsey Graham, que presidirá a audiência de confirmação no Comitê Judiciário da Casa. A audiência do Comitê de Assuntos Judiciários do Senado está marcada para 12 de outubro, e a votação em plenária, para antes das eleições. Salvo grande surpresa, os republicanos, que ocupam 53 dos 100 assentos no Senado, confirmarão Barrett.


Denúncia de eleição manipulada
Horas antes do debate, o presidente Donald Trump voltou a colocar em dúvida a lisura das eleições de 3 de novembro. Em seu perfil no Twitter, o republicano publicou um vídeo em que um eleitor recebe US$ 200 de um funcionário responsável por coletar os votos pelo serviço postal. A reportagem, feita pelo Project Veritas, não identifica o estado onde o suborno teria ocorrido. No entanto, a publicação cita o envolvimento de Ilhan Omar, representante (deputada) pelo estado de Minnesota. “Eleição manipulada!”, escreveu Trump na rede social. Mais tarde, o magnata voltou a denunciar supostas irregularidades na Filadélfia. “Wow! Não permitirei que observadores de pesquisas e seguranças entrem nos locais de votação. Existe apenas uma razão para isso: corrupção!!! Devemos ter uma eleição justa.”

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