Pandemia

Aeroporto na Flórida diz ser 1º dos EUA a oferecer testes rápidos de covid

O aeroporto vai oferecer tanto o teste rápido de detecção de antígeno, que tem resultado em 15 minutos, quanto o teste molecular

Agência France-Presse
postado em 01/10/2020 18:53
 (crédito: LOUAI BESHARA / AFP)
(crédito: LOUAI BESHARA / AFP)

Os passageiros que transitam pelo Aeroporto Internacional de Tampa, no estado americano da Flórida, terão acesso a exames rápidos de coronavírus a partir desta quinta-feira (1º), informou o terminal, que afirma ser o primeiro nos Estados Unidos a oferecer essa possibilidade.

O aeroporto vai oferecer tanto o teste rápido de detecção de antígeno, que tem resultado em 15 minutos, quanto o teste molecular, chamado PCR, que leva mais tempo, mas é internacionalmente aceito como mais preciso.

Neste programa piloto, os viajantes poderão comprar qualquer um dos dois testes - o PCR por 125 dólares e o de antígeno por 57 - entre esta quinta-feira e 31 de outubro, informou esta semana o aeroporto, localizado na costa oeste da Flórida.

Na terça-feira, o governador republicano Ron DeSantis também anunciou que o estado, que tem 21 milhões de habitantes, disponibilizará 6,4 milhões de testes rápidos. Eles serão enviados prioritariamente para asilos, comunidades de aposentados e escolas.

Os casos de coronavírus têm caído na Flórida depois que o estado turístico do sudeste se tornou um dos pontos mais críticos da pandemia em julho, com pico de 15.300 novas infecções em um dia. Nas últimas duas semanas, o estado registrou uma média de cerca de 2.500 novos casos por dia, embora o número de testes também tenha caído consideravelmente.

Citando este declínio, DeSantis reabriu a economia na sexta-feira, suspendeu as restrições a bares e restaurantes e proibiu prefeitos de cobrar multas de pessoas que não usam máscaras, uma decisão que pegou as autoridades locais de surpresa.

A Universidade Johns Hopkins estima a taxa de positividade da Flórida em 11%, enquanto o Departamento de Saúde a calcula em cerca de 5%. Segundo a imprensa local, essa diferença se deve ao fato de que o cálculo das autoridades não inclui os resultados positivos dos exames repetidos, o que dá ênfase nos resultados negativos, que por sua vez são contados na totalidade.

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