Crime

Professor decapitado na França foi objeto de fatwa, afirma ministro

Onze pessoas foram detidas pelo crime. A fatwa é um decreto religioso, um pronunciamento legal, emitido por um intérprete qualificado do Alcorão

Agência France-Presse
postado em 19/10/2020 09:07 / atualizado em 19/10/2020 09:10
A polícia francesa CRS (Compagnies Republicaines de Securite) na porta de uma escola secundária em Conflans-Sainte-Honorine, 30 km a noroeste de Paris, em 17 de outubro de 2020, ao lado de flores expostas depois que um professor foi decapitado por um agressor que foi morto a tiros por policiais.  -  (crédito: Bertrand GUAY / AFP)
A polícia francesa CRS (Compagnies Republicaines de Securite) na porta de uma escola secundária em Conflans-Sainte-Honorine, 30 km a noroeste de Paris, em 17 de outubro de 2020, ao lado de flores expostas depois que um professor foi decapitado por um agressor que foi morto a tiros por policiais. - (crédito: Bertrand GUAY / AFP)

O pai de uma aluna e um militante islamita radical emitiram uma "fatwa", ou decreto religioso, contra o professor francês Samuel Paty, decapitado na sexta-feira na região de Paris depois de exibir durante uma aula algumas caricaturas de Maomé, afirmou o ministro do Interior, Gérald Darmanin.

"Lançaram claramente uma fatwa contra o professor", disse o ministro à rádio Europe 1.

A fatwa é um pronunciamento legal emitido por um especialista em islamismo, normalmente um mufti, um intérprete qualificado do Alcorão.

O pai da aluna e o militante islamita Abdelhakim Sefrioui estão entre as 11 pessoas detidas pelo crime, executado por um checheno de 18 anos.

Nesta segunda-feira a polícia efetuou várias operações de busca em círculos islamistas, anunciou o ministro do Interior.

Desde o assassinato na sexta-feira do professor Samuel Paty, várias pessoas foram detidas e quase 80 investigações foram iniciadas por um suposto crime de ódio nas redes sociais, informou Darmanin.

Dezenas de milhares de pessoas compareceram no domingo a homenagens ao professor decapitado na França, um atentado que comoveu o país, cenário de vários atentados jihadistas desde 2015 que provocaram mais de 250 mortes.

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