REGENERON

EUA aprova uso de tratamento da Regeneron contra a covid-19 após superar os 12 milhões de casos

Estados Unidos é, de longe, o país mais enlutado do mundo pelo coronavírus, com 255.800 mortes. A epidemia está fora de controle e o número de novos casos diários disparou

Agência France Presse
postado em 22/11/2020 10:38

Diante do avanço descontrolado da epidemia de covid-19, que infectou 12 milhões de pessoas em seu território, Estados Unidos autorizou o uso de um tratamento da empresa Regeneron, usado antes pelo presidente Donald Trump.

Estados Unidos é, de longe, o país mais enlutado do mundo pelo coronavírus, com 255.800 mortes. A epidemia está fora de controle e o número de novos casos diários disparou (quase 164.000 apenas no sábado) e já supera os 12 milhões de contágios, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Diante desta situação, a Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou neste sábado a aprovação urgente de um coquetel de anticorpos sintéticos da empresa de biotecnologia Regeneron. Este tratamento foi utilizado em Trump, que o promoveu depois de recuperar-se da covid-19 em outubro.

De acordo com a FDA, o tratamento com REGEN-COV2, uma combinação de dois anticorpos fabricados em laboratório, reduz as hospitalizações ou visitas à sala de emergências de pacientes com covid-19 que tenham doenças secundárias ou "comorbidades".

"Autorizar essas terapias com anticorpos monoclonais pode ajudar os pacientes ambulatórios a evitar a internação e aliviar a carga de nosso sistema de saúde", afirmou Stephen Hahn, comissário da FDA.

 "Terapia promissora" 


O presidente da Regeneron, Leonard Schleifer, acrescentou que esta decisão representa "um grande passo no combate à covid-19, já que os pacientes de alto risco nos Estados Unidos terão acesso a uma terapia promissora em uma etapa inicial de sua infecção".

Esses anticorpos imitam o que o sistema imunológico faz depois de contrair a covid-19 ao bloquear a ponta do vírus que lhe permite aderir e penetrar nas células humanas.

Este tratamento é mais eficaz durante a fase inicial do contágio, quando os anticorpos ainda têm a possibilidade de controlar o invasor, e não durante a segunda fase da covid-19, quando o perigo já não é o vírus e sim a reação exagerada do sistema imunológico que ataca os pulmões e outros órgãos.

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