Eleições 2021

Portugal realizará eleição presidencial em 24 de janeiro

Em Portugal, o presidente é eleito por voto universal, mas não tem nenhum poder executivo. No entanto, seus discursos pesam no debate público e desempenha um papel de árbitro em caso de crises ou de um impasse político

Agência France-Presse
postado em 24/11/2020 12:07 / atualizado em 24/11/2020 12:10
Torre de Belém, em Lisboa. -  (crédito: Francesco Milana/Flickr)
Torre de Belém, em Lisboa. - (crédito: Francesco Milana/Flickr)

As próximas eleições presidenciais portuguesas serão realizadas em 24 de janeiro, anunciou nesta terça-feira (24/11) o atual presidente, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, favorito em uma eleição em que os socialistas (PS), atualmente no poder, não devem apresentar um candidato oficial.

O chefe de Estado, de 71 anos, também não anunciou oficialmente se vai se candidatar para um segundo - e último - mandato de cinco anos, mas as pesquisas revelam que sua reeleição é quase certa.

Se receber mais de 50% dos votos em 24 de janeiro, como preveem as pesquisas, este ex-professor de Direito e ex-presidente do Partido Social-Democrata (PSD, centro-direita), que se tornou popular comentando notícias políticas na televisão, seria reeleito em primeiro turno.

Entre os candidatos já anunciados, a socialista Ana Gomes é a segunda nas pesquisas, mas não conta com o apoio do primeiro-ministro Antonio Costa, que criticou em várias ocasiões.

Questionado recentemente sobre seu posicionamento nessas eleições presidenciais, o PS decidiu oficialmente não apoiar nenhum candidato, deixando seus militantes decidirem sozinhos.

Ex-diplomata e eurodeputada, de 66 anos, Gomes tornou-se uma proeminente ativista anticorrupção, especialmente junto ao 'hacker' Rui Pinto, que esteve por trás das revelações do "Football Leaks" e do "Luanda Leaks".

Em Portugal, o presidente da República é eleito por voto universal, mas não tem nenhum poder executivo. No entanto, seus discursos pesam no debate público e desempenha um papel de árbitro em caso de crises ou de um impasse político, além de dispor da escolha de dissolver a Assembleia e convocar eleições legislativas antecipadas.

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