Pandemia

Peru prorroga por 90 dias estado de emergência por pandemia

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra mais de 956.000 casos do vírus, o quinto maior número da América Latina e Caribe

Agência France-Presse
postado em 27/11/2020 17:59
 (crédito: HELMUT FOHRINGER / APA / AFP)
(crédito: HELMUT FOHRINGER / APA / AFP)

O Peru estendeu por 90 dias, até o início de março de 2021, o estado de emergência sanitária devido à pandemia do novo coronavírus, mas amenizou algumas restrições, enquanto persiste uma queda lenta mas sustentada de infecções e mortes, segundo regulamento governamental publicado nesta sexta-feira (27) no diário oficial.

A prorrogação entrará em vigor a partir de 7 de dezembro e “permitirá a continuidade das ações de prevenção, controle e atenção à saúde para a proteção da população contra a pandemia covid-19”, implementadas desde 6 de março quando teve início o estado de emergência.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra mais de 956.000 casos do vírus, o quinto maior número da América Latina e Caribe. As 35.780 mortes de covid-19 representam a segunda maior taxa de mortalidade do mundo em proporção à sua população.

As autoridades aumentaram a capacidade em lojas, restaurantes, museus e monumentos arqueológicos para um máximo de 60% da sua capacidade, num esforço para reativar a economia que entrou em recessão.

As lojas estão autorizadas a receber até 60% dos clientes em vez de 50%, enquanto os restaurantes passarão de uma capacidade de 40% para 50%.

Os bares estão excluídos das novas medidas de relaxamento, enquanto cinemas, teatros e shows ao ar livre continuarão proibidos para evitar a propagação de novas infecções.

O turismo, um dos veios da economia peruana, se beneficiou da permissão concedida para operar 100% do transporte aéreo, terrestre e marítimo, em vez dos atuais 50%. No entanto, a falta de viajantes por medo do contágio é seu maior inimigo.

Essas medidas sanitárias são as primeiras do novo governo chefiado por Francisco Sagasti, após a grave crise política que causou a demissão pelo Congresso do popular Martín Vizcarra em 9 de novembro.

O chefe do Congresso, Manuel Merino, substituiu Vizcarra, mas um grande protesto popular forçou sua renúncia e substituição por Sagasti em 17 de novembro.

Os protestos deixaram dois mortos e mais de cem feridos devido à repressão policial, segundo as autoridades.

O governo ratificou o uso obrigatório de máscaras e mantém um toque de recolher noturno todos os dias. Também não foram autorizadas confraternizações e festas, apesar da proximidade das festas de Natal e Reveillon.

As atividades foram gradualmente retomadas no Peru após um confinamento nacional obrigatório de mais de 100 dias - suspenso em 1º de julho - que levou a uma recessão econômica.

A recessão foi gerada pela semiparalisia ocorrida entre meados de março e junho, quando a economia operava com apenas 44% de sua capacidade por conta de um bloqueio obrigatório.

O PIB do Peru despencou 30,2% no segundo trimestre e 17,37% no primeiro semestre, e o Banco Central projeta queda de 12,5% em 2020.

 

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