Diplomacia

China rebate acusação do chefe da inteligência americana sobre ameaça à democracia

O diretor nacional de inteligência dos EUA, John Ratcliffe, publicou no Wall Street Journal (WSJ) um artigo com a denúncia de roubo de segredos norte-americanos pela China

Agência France-Presse
postado em 04/12/2020 09:04 / atualizado em 04/12/2020 09:06
O senador Lindsey Graham (E-C) e o diretor da Inteligência Nacional John Ratcliffe (D) no Salão Oval da Casa Branca em 3 de dezembro de 2020, em Washington, DC. -  (crédito: Brendan Smialowski / AFP)
O senador Lindsey Graham (E-C) e o diretor da Inteligência Nacional John Ratcliffe (D) no Salão Oval da Casa Branca em 3 de dezembro de 2020, em Washington, DC. - (crédito: Brendan Smialowski / AFP)

O chefe de inteligência dos Estados Unidos classificou a China como "a maior ameaça para a democracia e a liberdade no mundo", uma acusação rebatida por Pequim nesta sexta-feira.

Em um artigo publicado na quinta-feira pelo Wall Street Journal (WSJ), o diretor nacional de inteligência, John Ratcliffe, denunciou o roubo por parte da China de segredos comerciais e tecnologia de defesa dos Estados Unidos.

"A República Popular da China representa hoje em dia a maior ameaça para os Estados Unidos e a maior ameaça para a democracia e a liberdade no mundo desde a Segunda Guerra Mundial", escreveu Ratcliffe.

Em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, rejeitou as acusações, que chamou de "mentiras e boatos destinados a desacreditar a China".

"Esperamos que os funcionários dos Estados Unidos finalmente respeitem os fatos e deixem de inventar e difundir seu vírus político e suas mentiras", disse.

Hua também acusou Washington de estar "engajado em uma mentalidade da Guerra Fria".

No artigo publicado no WSJ, Ratcliffe também acusou Pequim de usar agentes para influenciar ou minar os congressistas americanos com objetivos econômicos.

"Nosso serviço de inteligência mostra que Pequim executa regularmente este tipo de operação de influência nos Estados Unidos", escrevei. "Os líderes da China buscam subordinar os direitos do indivíduo à vontade do Partido Comunista Chinês", completou Ratcliffe.

Na quinta-feira, Washington anunciou restrições às viagens dos membros do Partido Comunista Chinês aos Estados Unidos.

De acordo com o Departamento de Estado, os membros do partido que governa a China são "hostis aos valores americanos" e realizam "atividades prejudiciais".

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