Conflitos

Pompeo acusa o Irã de ser a nova 'base de operações' do Al-Qaeda

Com essa alegação, Pompeo pediu mais pressão internacional, qualificando a suposta aliança como uma "força maciça para o mal por todo o mundo"

Agência France Presse
postado em 12/01/2021 14:02
 (crédito: ANDREW HARNIK / POOL / AFP)
(crédito: ANDREW HARNIK / POOL / AFP)

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, acusou nesta terça-feira (12) o Irã de ser a nova "base de operações" para a rede jihadista Al-Qaeda, "pior que o Afeganistão" no momento dos atentados do 11 de setembro de 2001.

"O Al-Qaeda tem uma nova base de operações. É a República Islâmica do Irã", disse Pompeo em um discurso no Clube Nacional de Imprensa, uma semana antes de deixar o cargo.

“Eu diria que o Irã é de fato o novo Afeganistão, como centro geográfico chave do Al-Qaeda, mas na verdade é pior. Ao contrário do Afeganistão, quando Al-Qaeda se escondia nas montanhas, o Al-Qaeda opera hoje sob a vista grossa da proteção do regime iraniano", justificou.

Com essa alegação, Pompeo pediu mais pressão internacional, qualificando a suposta aliança como uma "força maciça para o mal por todo o mundo".

O chefe da diplomacia iraniana, Mohamad Javad Zarif, rejeitou as acusações de seu homólogo americano.

"Não enganam ninguém", tuitou Zarif. "Todos os terroristas vieram" dos "destinos" no Oriente Médio "favoritos" de Pompeo, referindo-se à Arábia Saudita.

"Da designação de Cuba [como Estado que apoia o terrorismo], às acusações[contra Irã sobre o Al-Qaeda", Pompeo "termina de maneira patética sua carreira desastrosa com mais mentiras", acrescentou Zarif.

Conhecido por suas posturas de "falcão", o chefe da diplomacia do atual presidente, o republicano Donald Trump, não chegou no entanto a pedir ação militar e comentou a respeito: "Se tivéssemos essa opção, se decidíssemos fazer isso, haveria um risco muito maior ao executá-la".

Pompeo defendeu uma linha dura contra o Irã, incluindo amplas sanções que devastaram a economia iraniana.

Nessa linha, anunciou sanções a várias pessoas e uma recompensa de 7 milhões de dólares por informações sobre um membro do Al-Qaeda que acreditava estar no Irã, identificado como Muhamad Abbatay ou Abd al-Rahman al-Maghrebi.

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