Alívio

Vítimas de sequestro na semana passada em escola da Nigéria são liberadas

Em 18 de fevereiro, homens armados mataram um jovem e sequestraram 27 alunos, três professores e 12 parentes de funcionários do colégio

Correio Braziliense
postado em 27/02/2021 08:34
 (crédito: Kola Sulaimon / AFP)
(crédito: Kola Sulaimon / AFP)

Lagos, Nigéria - As 42 pessoas, incluindo 27 menores de idade, sequestradas há 10 dias em uma escola da região centro-oeste da Nigéria foram liberadas, anunciaram neste sábado (27/2) as autoridades locais, um dia depois de um novo sequestro de 317 jovens no norte do país.

"Os estudantes, professores e seus parentes do Colégio de Ciências de Kagara recuperaram a liberdade e foram recebidos pelo governo local", anunciou Abubakar Sani Bello, governador do estado de Níger, centro-oeste do país.

Em 18 de fevereiro, homens armados atacaram a escola pública de Ensino Médio de Kagara e mataram um estudante. Eles sequestraram 27 alunos, três professores e 12 parentes de funcionários do colégio.

Os criminosos espalham o terror no centro e noroeste da Nigéria, com sequestros em larga escala para exigir o pagamento de resgate, saques a vilarejos e o roubo de gado.

Na sexta-feira (26/2), 317 alunas adolescentes de uma escola do Ensino Médio do estado de Zamfara foram sequestradas em seus dormitórios. As forças de segurança e moradores iniciaram uma operação de resgate.

O presidente Muhammadu Buhari, muito criticado pela situação catastrófica da segurança no norte da Nigéria, afirmou na sexta-feira à noite que não cederá à chantagem dos bandidos.

Após cada novo sequestro, as autoridades federais e locais repetem que não pagam resgate para obter a libertação dos reféns, algo que é pouco provável, de acordo com especialistas em segurança que temem a multiplicação deste tipo de crime na região.

Os grupos criminosos atuam principalmente com fins de lucro e não por razões ideológicas, embora alguns tenham relações com grupos jihadistas do nordeste do país.

A violência dos grupos criminosos provocou mais de 8.000 mortes desde 2011 e forçou a fuga de mais de 200.000 pessoas de suas casas, de acordo com um relatório do International Crisis Group (ICG), publicado em maio de 2020.

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